Melhor vinho: Os 10 melhores em 2026

Encontre os melhores vinhos para cada ocasião, desde rótulos premiados para jantares especiais até opções leves e refrescantes para os dias de verão.

A escolha de um bom vinho vai muito além de selecionar uma garrafa bonita na prateleira do mercado. É necessário entender como as características da uva, o terroir da região produtora e o processo de envelhecimento influenciam nos aromas e sabores da bebida. No Brasil, temos acesso a uma vasta gama de rótulos do Novo e Velho Mundo, tornando a decisão ainda mais complexa para o consumidor iniciante ou entusiasta.

Para criar este ranking, levamos em consideração fatores cruciais como a tipicidade da uva, o equilíbrio entre acidez e taninos, e a versatilidade de harmonização gastronômica. Também avaliamos a consistência das safras recentes, garantindo que as indicações mantenham a qualidade esperada independentemente do lote adquirido. O preço foi ponderado em relação à entrega sensorial, buscando opções que justifiquem o investimento em cada gole.

Nossa metodologia envolveu a análise de volume de vendas nas principais plataformas nacionais, cruzada com avaliações verificadas de consumidores reais e pontuações de críticos especializados quando disponíveis. Priorizamos rótulos que são fáceis de encontrar no mercado brasileiro e que oferecem uma experiência autêntica, seja para um brinde despretensioso no fim de semana ou para compor a adega de quem está começando a colecionar.

🏆 Lista dos melhores vinhos em 2026

ProdutoAvaliaçãoDestaquePreço
Melhor Desempenho Geral

O rótulo chileno mais famoso do mundo, entregando consistência e qualidade a um preço acessível.

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Melhor Vinho Verde

Clássico português levemente efervescente, perfeito para dias quentes e refeições leves.

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Melhor para o Verão

Vinho francês criado especificamente para ser consumido com gelo em momentos de lazer.

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Melhor Opção Premium

Tinto chileno do Maipo Andes com grande complexidade e potencial de guarda.

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Melhor Preço Baixo

Opção de entrada extremamente popular, ideal para quem prefere paladar adocicado.

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Melhor Vinho Espanhol

Tinto espanhol com passagem por madeira que traz notas de baunilha e especiarias.

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Melhor Malbec Intermediário

Versão robusta e frutada da linha Casillero, excelente para churrascos.

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Melhor Tinto Bom e Barato

Argentino honesto que entrega a tipicidade da uva Malbec por um valor irrisório.

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Melhor Vinho Italiano

Tinto versátil e gastronômico que traz a tradição italiana para a mesa do dia a dia.

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10º Melhor Branco Custo-Benefício

Chardonnay chileno fresco e frutado, uma escolha segura para iniciantes em vinhos brancos.

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Análise detalhada dos melhores vinhos em 2026

1. Melhor Desempenho Geral: Concha Y Toro Casillero Del Diablo Cabernet Sauvignon


Concha Y Toro Casillero Del Diablo Cabernet Sauvignon

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O Concha Y Toro Casillero Del Diablo Cabernet Sauvignon é uma verdadeira instituição no mundo dos vinhos chilenos, reconhecido instantaneamente por seu rótulo clássico e a lenda do diabo na adega. Apresenta uma coloração rubi intensa e profunda, típica da uva Cabernet Sauvignon cultivada no Valle Central. A garrafa transmite tradição e confiabilidade, sendo uma escolha segura para presentes ou jantares.

No paladar, este vinho entrega uma estrutura média com taninos presentes, mas redondos, característicos de sua passagem parcial por barricas de carvalho. As notas de frutas negras como ameixa e cereja se misturam a toques de chocolate e especiarias, criando um perfil de sabor que agrada tanto iniciantes quanto bebedores habituais. É um vinho seco, mas com dulçor frutado equilibrado.

Tecnicamente, ele se beneficia do terroir chileno privilegiado, onde a amplitude térmica ajuda na maturação lenta das uvas, concentrando sabores. A graduação alcoólica gira em torno de 13,5%, o que oferece corpo sem ser excessivamente pesado. A vinícola mantém um padrão de qualidade rigoroso, garantindo que garrafas de diferentes lotes mantenham a mesma identidade sensorial.

A usabilidade deste Cabernet é um de seus pontos fortes, pois é extremamente versátil à mesa. Ele não exige decantação prolongada, estando pronto para beber logo após aberto, embora respire bem na taça. A rolha de cortiça mantém a tradição, exigindo um saca-rolhas, o que faz parte do ritual de serviço apreciado por muitos.

Em termos de custo-benefício, é difícil bater o Casillero Del Diablo. Ele oferece uma experiência de vinho reserva por um preço que muitas vezes compete com vinhos de entrada inferiores. Posiciona-se como o “vinho de dia a dia premium”, acessível o suficiente para uma terça-feira, mas digno o bastante para um sábado à noite.

Ideal para: Acompanhar carnes vermelhas grelhadas, massas com molhos robustos e queijos de cura média. É a escolha perfeita para quem busca um vinho tinto confiável e saboroso sem precisar gastar uma fortuna ou arriscar em rótulos desconhecidos.

Ficha técnica
UvaCabernet Sauvignon
PaísChile
RegiãoValle Central
Teor Alcoólico13,5%
TipoTinto Seco
AmadurecimentoPassagem por carvalho
Volume750ml
SafraVaria conforme lote
Temperatura16°C a 18°C
FechamentoRolha
ProdutorConcha y Toro
Potencial de Guarda3 a 4 anos

Prós e contras

Prós
  • Consistência: Sabor confiável em todas as garrafas.
  • Versatilidade: Combina com diversas comidas.
  • Equilíbrio: Taninos macios e boa acidez.
  • Disponibilidade: Fácil de encontrar no mercado.
  • Tradição: Marca renomada mundialmente.
  • Preço justo: Ótima entrega pelo valor cobrado.
Contras
  • Popularidade: Pode parecer uma escolha comum demais.
  • Safra: Variações anuais podem ser sutis.
  • Rolha: Exige saca-rolhas para abrir.

Perfil indicado: Apreciadores de vinhos tintos que valorizam a segurança de uma marca consolidada. É indicado para quem gosta de vinhos com corpo médio, notas frutadas e um toque de madeira, sem a adstringência excessiva de vinhos mais jovens e tânicos.

Nossa opinião

O Casillero Del Diablo Cabernet é o “coringa” das adegas brasileiras. Ele nunca decepciona. Se você foi convidado para um jantar e não sabe o que levar, esta é a aposta segura que agrada a maioria dos paladares. O equilíbrio entre a fruta e a madeira é o segredo do seu sucesso global. – Sofia Ribeiro

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2. Melhor Vinho Verde: Vinho Verde Casal Garcia Branco


Vinho Verde Casal Garcia Branco

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O Vinho Verde Casal Garcia Branco é o embaixador mundial dos vinhos verdes portugueses, produzido na região do Minho. Sua garrafa transparente com o rótulo azul icônico já antecipa a leveza e frescor da bebida. Visualmente, apresenta uma cor citrina pálida e límpida, com reflexos esverdeados que denotam sua juventude e vitalidade, convidando ao primeiro gole.

A característica mais marcante deste vinho é sua leve efervescência natural, conhecida como “agulha”. No paladar, isso se traduz em uma sensação crocante e refrescante, com acidez vibrante e notas de frutas cítricas como limão e maçã verde. É um vinho descomplicado, feito para ser bebido jovem, sem grandes pretensões de complexidade, mas com imenso prazer.

Produzido a partir de um blend de uvas regionais (Trajadura, Loureiro, Arinto e Azal), ele possui baixo teor alcoólico, geralmente abaixo de 10%. Isso o torna extremamente fácil de beber, especialmente em dias quentes ou em eventos sociais prolongados. A vinificação foca na preservação dos aromas primários da fruta e no frescor absoluto.

A experiência de uso pede baixas temperaturas; ele deve ser servido bem gelado, entre 6°C e 8°C. É o companheiro ideal para almoços de domingo ao ar livre ou aperitivos na beira da piscina. Sua acidez ajuda a limpar o paladar, tornando-o excelente para harmonizar com frituras ou comidas gordurosas.

O custo-benefício é excelente, pois oferece um frescor difícil de encontrar em vinhos brancos da mesma faixa de preço. É um produto que entrega exatamente o que promete: alegria e refrescância. Sua popularidade global garante que a qualidade seja mantida ano após ano pela vinícola Aveleda.

Ideal para: Dias de calor intenso, pratos de frutos do mar, saladas, comida japonesa e culinária asiática leve. É imbatível como vinho de entrada em festas ou recepções diurnas, agradando quem busca algo mais leve que um tinto ou branco barricado.

Ficha técnica
UvaTrajadura, Loureiro, Arinto, Azal
PaísPortugal
RegiãoVinho Verde (Minho)
Teor Alcoólico9,5%
TipoBranco Meio Seco
CaracterísticaLevemente Gaseificado
Temperatura6°C a 8°C
Volume750ml
FechamentoRolha ou Screw Cap
ProdutorAveleda
AcidezMédia/Alta
Potencial de GuardaBeber Jovem

Prós e contras

Prós
  • Refrescância: Perfeito para o clima tropical.
  • Baixo álcool: Leve e fácil de beber.
  • Gaseificação: Toque frisante agradável.
  • Versatilidade: Combina com petiscos e saladas.
  • Tradição: Marca líder em sua categoria.
  • Acessível: Ótimo preço para o dia a dia.
Contras
  • Simplicidade: Falta complexidade para paladares exigentes.
  • Consumo rápido: Perde o gás se ficar aberto.
  • Acidez: Pode ser alta para alguns gostos.

Perfil indicado: Pessoas que buscam um vinho descontraído e refrescante para o verão. É a escolha certa para quem acha vinhos tintos muito pesados ou brancos tradicionais muito “sérios”, preferindo uma bebida alegre e vibrante para compartilhar com amigos.

Nossa opinião

O Casal Garcia Branco é sinônimo de frescor. Não tente analisá-lo como um vinho complexo; ele não é sobre isso. Ele é sobre abrir uma garrafa gelada num dia de sol e sorrir. A leve efervescência é viciante e faz dele o par perfeito para um bolinho de bacalhau. – Sofia Ribeiro

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3. Melhor para o Verão: Rosé Piscine Stripes


Rosé Piscine Stripes

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O Rosé Piscine Stripes revolucionou a forma como bebemos vinho no Brasil ao quebrar o tabu do uso de gelo na taça. Inspirado nas praias de Saint-Tropez, ele vem em uma garrafa listrada moderna e atraente. Sua cor é um rosa pálido salmão, elegante e típica dos rosés do sul da França, transmitindo sofisticação imediata.

Diferente de rosés comuns que ficam aguados com o gelo, o Rosé Piscine foi quimicamente desenvolvido para isso. Ele possui uma concentração maior de açúcar e aromas, que se equilibram perfeitamente ao serem diluídos e resfriados pelas pedras de gelo. No paladar, revela notas intensas de frutas brancas, pêssego e lichia, com um final doce e sedoso.

Produzido com a uva autóctone Négrette, no sudoeste da França, ele oferece uma experiência sensorial única. Não é um vinho seco tradicional, nem um vinho doce enjoativo; ele encontra um meio-termo gastronômico que funciona muito bem em ambientes de festa e calor extremo. Sua proposta é ser descompromissado e “chic”.

A usabilidade é específica: deve ser servido em uma taça grande (tipo ballon) com 2 ou 3 pedras de gelo. Essa característica o torna o rei das “pool parties” e eventos diurnos onde manter o vinho na temperatura correta seria um desafio. O gelo garante que cada gole esteja gelado do início ao fim.

Embora tenha um preço acima dos vinhos de entrada, ele se posiciona como uma bebida de celebração e estilo de vida. O valor paga não apenas o líquido, mas o conceito inovador de poder beber vinho “on the rocks” sem culpa, com a bênção da enologia francesa.

Ideal para: Festas na piscina, praia, sunsets e encontros descontraídos com amigos. É perfeito para quem gosta de bebidas doces e geladas, funcionando quase como um coquetel pronto de vinho, dispensando misturas complexas.

Ficha técnica
UvaNégrette
PaísFrança
RegiãoFronton (Sudoeste)
TipoRosé Suave
ConsumoCom Gelo (On the Rocks)
Teor Alcoólico11%
Volume750ml
NotasPêssego, Lichia, Flores
Temperatura6°C a 8°C (com gelo)
FechamentoScrew Cap (Rosca)
ConceitoVinho de Piscina
VisualGarrafa Listrada

Prós e contras

Prós
  • Inovação: Feito para beber com gelo.
  • Sabor: Frutado e refrescante.
  • Design: Garrafa bonita e presenteável.
  • Praticidade: Screw cap facilita abertura.
  • Social: Ótimo para festas e eventos.
  • Equilíbrio: Não fica aguado na taça.
Contras
  • Preço: Mais caro que rosés comuns.
  • Doçura: Pode ser doce demais para puristas.
  • Nicho: Uso restrito a dias quentes/lazer.

Perfil indicado: Jovens e adultos que buscam uma bebida social e refrescante, fugindo da formalidade do vinho tradicional. Se você gosta de drinks frutados e quer uma opção de vinho que tolere o calor brasileiro sem perder a graça, esta é a escolha.

Nossa opinião

O Rosé Piscine Stripes é genial porque resolve o problema do vinho quente no verão. Ele abraça o gelo em vez de brigar com ele. É doce, sim, mas um doce elegante, com cara de férias na Europa. É a bebida oficial do “dolce far niente” à beira da água. – Sofia Ribeiro

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4. Melhor Opção Premium: Perez Cruz Gran Reserva Cabernet Sauvignon


Perez Cruz Gran Reserva Cabernet Sauvignon

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O Perez Cruz Gran Reserva Cabernet Sauvignon representa um salto de qualidade para quem deseja explorar vinhos mais complexos sem gastar valores exorbitantes. Produzido no prestigiado Valle del Maipo Andes, ele carrega a assinatura de um terroir de altitude, que confere elegância e intensidade aromática superior. É um vinho “sério”, com cor rubi profunda e lágrimas densas na taça.

No nariz, a complexidade se revela em camadas: frutas vermelhas maduras, pimenta negra, tabaco e um toque mentolado clássico dos Cabernets chilenos de alta gama. Na boca, é encorpado, com taninos firmes mas polidos pelos 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano. É um vinho que preenche o paladar e deixa um final longo e persistente.

Sua elaboração segue práticas sustentáveis na vinícola Perez Cruz, conhecida por sua arquitetura moderna e respeito ao meio ambiente. A uva é colhida manualmente para garantir a seleção apenas dos melhores cachos. O teor alcoólico costuma ser mais elevado, trazendo calor e potência, mas sempre bem integrado à fruta.

Para aproveitar todo o seu potencial, recomenda-se o uso de um decanter por cerca de 30 minutos antes de servir, permitindo que os aromas se abram. A temperatura ideal é entre 16°C e 18°C. É um vinho gastronômico por excelência, pedindo pratos com gordura e sabor intenso para equilibrar sua estrutura.

O custo-benefício é excepcional para a categoria Gran Reserva. Ele entrega uma experiência sensorial muitas vezes comparável a vinhos que custam o dobro do preço. É a escolha perfeita para presentear um conhecedor ou para abrir em uma data comemorativa especial.

Ideal para: Jantares sofisticados, harmonização com cordeiro, cortes nobres de carne bovina (como Ancho ou Chorizo) e queijos duros. É um vinho de meditação e conversa longa, feito para ser apreciado com calma.

Ficha técnica
UvaCabernet Sauvignon (predominante)
PaísChile
RegiãoValle del Maipo Andes
CategoriaGran Reserva
Amadurecimento12 meses em barrica
Teor Alcoólico~14%
TipoTinto Seco Encorpado
AromasFrutas maduras, especiarias
Volume750ml
Potencial de Guarda5 a 8 anos
ProdutorPerez Cruz
DecantaçãoRecomendada (30 min)

Prós e contras

Prós
  • Complexidade: Aromas ricos e evoluídos.
  • Terroir: Maipo Andes é região de elite.
  • Estrutura: Corpo robusto e taninos elegantes.
  • Preço: Acessível para um Gran Reserva.
  • Guarda: Pode evoluir na garrafa.
  • Apresentação: Rótulo e garrafa imponentes.
Contras
  • Potência: Pode ser forte demais para iniciantes.
  • Serviço: Exige decanter para melhor experiência.
  • Safra: Variações climáticas afetam o perfil.

Perfil indicado: Entusiastas que já superaram os vinhos de entrada e buscam complexidade, madeira e terroir. Se você gosta de vinhos com “pegada”, que deixam lembrança na boca e pedem comida rica, este Perez Cruz é a sua próxima garrafa.

Nossa opinião

O Perez Cruz Gran Reserva é o vinho que eu abro quando quero impressionar sem falir. Ele tem aquela sofisticação de “vinho caro”, com notas de madeira e especiarias que enchem a sala. É incrível como ele entrega tanta qualidade por um valor ainda acessível. Uma joia do Maipo. – Sofia Ribeiro

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5. Melhor Preço Baixo: Concha Y Toro Reservado Suave Rosé


Concha Y Toro Reservado Suave Rosé

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O Concha Y Toro Reservado Suave Rosé é um fenômeno de vendas por um motivo simples: ele entrega exatamente o que o paladar brasileiro médio adora por um preço imbatível. Com uma cor rosada vibrante e alegre, ele se apresenta como um vinho descomplicado, feito para ser consumido em qualquer situação informal, sem rituais complexos.

Sua principal característica é a suavidade. Diferente dos vinhos secos, ele possui um teor de açúcar residual perceptível, tornando-o adocicado e muito fácil de beber. No paladar, explodem notas de frutas vermelhas frescas, como morango e melancia, sem a agressividade de taninos ou acidez elevada. É quase como um suco de uva adulto.

Produzido no Chile, ele mantém o padrão de higiene e qualidade da gigante Concha y Toro. Não é um vinho de terroir ou safras especiais, mas sim um produto de consistência industrial, garantindo que a garrafa que você compra hoje terá o mesmo gosto da que comprará mês que vem. O teor alcoólico é equilibrado.

A usabilidade é máxima: não precisa de decanter, taça específica ou temperatura precisa (embora fique melhor bem gelado). É o vinho perfeito para festas grandes, churrascos com muita gente ou para quem está começando a beber vinho e ainda estranha o amargor dos tintos secos.

O custo-benefício é seu trunfo absoluto. É frequentemente encontrado por valores muito baixos, tornando-se a porta de entrada para o mundo do vinho para milhares de pessoas. Ele cumpre a função de bebida social doce e agradável com louvor.

Ideal para: Iniciantes no mundo do vinho, pessoas que preferem bebidas doces, e grandes reuniões onde o orçamento é um fator importante. Acompanha bem sobremesas leves, frutas ou pode ser bebido sozinho como aperitivo gelado.

Ficha técnica
UvaBlend de uvas tintas
PaísChile
RegiãoValle Central
TipoRosé Suave (Doce)
Teor Alcoólico~12%
SaborFrutado e Doce
Temperatura8°C a 10°C
Volume750ml
FechamentoRolha
ProdutorConcha y Toro
PreçoEconômico
EstiloFácil de beber

Prós e contras

Prós
  • Preço: Extremamente barato e acessível.
  • Paladar: Doce e frutado, agrada iniciantes.
  • Consistência: Qualidade padrão da marca.
  • Versatilidade: Vai bem gelado em dias quentes.
  • Disponibilidade: Tem em qualquer mercado.
  • Leveza: Não pesa no estômago.
Contras
  • Doçura: Enjoativo para quem gosta de secos.
  • Simplicidade: Sem complexidade aromática.
  • Rolha: Rolha sintética ou simples.

Perfil indicado: Consumidores que têm “formiga” no paladar e buscam um vinho para relaxar sem gastar muito. Se você acha vinho seco “travoso” ou amargo, este rosé suave vai te reconciliar com a taça.

Nossa opinião

O Reservado Suave Rosé não tenta ser o que não é. Ele é honesto: um vinho doce, barato e gostoso para quem quer apenas curtir o momento. É a prova de que vinho não precisa ser caro ou complexo para trazer alegria. Geladinho, desce como água. – Sofia Ribeiro

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6. Melhor Vinho Espanhol: Pata Negra Oro Tempranillo


Pata Negra Oro Tempranillo

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O Pata Negra Oro Tempranillo traz a alma da Espanha para o Brasil, sendo um dos rótulos espanhóis mais vendidos no país. Sua denominação “Oro” refere-se à rede dourada que envolve a garrafa, um símbolo tradicional de qualidade e prestígio na região de Valdepeñas. É visualmente impactante e carrega história na mesa.

No paladar, a uva Tempranillo mostra sua versatilidade com um perfil aromático de frutas vermelhas maduras, couro e baunilha, fruto do estágio em carvalho americano. Diferente dos tintos sul-americanos mais “doces”, ele possui uma estrutura mais seca e terrosa, típica do Velho Mundo. É um vinho com personalidade e caráter rústico elegante.

Produzido pela García Carrión, uma das maiores vinícolas da Europa, ele passa por controle rigoroso. A acidez é equilibrada, o que o torna um excelente companheiro para comida, limpando o paladar a cada gole. Seus taninos são macios, já amaciados pelo tempo de madeira e garrafa.

A usabilidade destaca-se na gastronomia: é o par perfeito para presunto cru (jamón), tapas, paella e queijos curados como Manchego. Deve ser servido levemente fresco, em torno de 16°C, para não realçar demais o álcool.

O custo-benefício é notável para um vinho importado da Europa com passagem por madeira. Ele oferece a complexidade de um Crianza ou Reserva espanhol por um preço muito competitivo, sendo uma excelente opção para variar dos onipresentes vinhos chilenos e argentinos.

Ideal para: Noites de tapas e petiscos, jantares com pratos à base de porco ou cordeiro. É a escolha certa para quem quer sair da rotina e experimentar os sabores clássicos da península ibérica sem gastar muito.

Ficha técnica
UvaTempranillo
PaísEspanha
RegiãoValdepeñas
Teor Alcoólico13%
AmadurecimentoCarvalho Americano
TipoTinto Seco
NotasBaunilha, Couro, Frutas
Volume750ml
VisualRedinha Dourada
ProdutorGarcía Carrión
Temperatura16°C a 18°C
Potencial de GuardaMédio

Prós e contras

Prós
  • Estilo Velho Mundo: Mais terroso e gastronômico.
  • Apresentação: Garrafa icônica com rede.
  • Madeira: Notas de carvalho bem integradas.
  • Preço: Acessível para um vinho espanhol.
  • Versatilidade: Ótimo com embutidos e queijos.
  • Tradição: Rótulo clássico da Espanha.
Contras
  • Rústico: Pode ser seco demais para alguns.
  • Rolha: Rolha de cortiça simples.
  • Variação: Lotes podem variar um pouco.

Perfil indicado: Amantes da gastronomia espanhola e quem busca vinhos menos frutados e mais complexos. Se você gosta de sentir o gosto da madeira e especiarias no vinho, o Pata Negra Oro é uma aula introdutória excelente.

Nossa opinião

O Pata Negra Oro tem aquela “pegada” espanhola inconfundível. É um vinho que pede comida; sozinho ele é bom, mas com uma tábua de frios ele fica espetacular. A redinha dourada na garrafa dá um charme vintage que fica lindo na mesa do jantar. – Sofia Ribeiro

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7. Melhor Malbec Intermediário: Casillero Del Diablo Malbec


Casillero Del Diablo Malbec

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O Casillero Del Diablo Malbec aplica a expertise chilena na uva emblemática da vizinha Argentina. O resultado é um Malbec surpreendentemente robusto, com uma cor púrpura intensa que mancha a taça, sinal de sua concentração. Ele combina a doçura natural da uva com a estrutura séria que a linha Casillero sempre busca entregar.

No nariz, predominam as ameixas pretas, amoras e um leve toque de especiarias e tosta, vindo do carvalho. Na boca, é um vinho redondo, com taninos aveludados e acidez moderada, o que o torna muito “macio” de beber. É menos agressivo que um Cabernet, mas mais encorpado que um Merlot, ocupando um espaço perfeito de intensidade.

A produção se beneficia do clima chileno, que gera uvas saudáveis e maduras. A vinificação busca extrair o máximo de cor e fruta, sem exagerar na madeira, mantendo o frescor. O teor alcoólico de 13,5% está bem integrado, aquecendo a boca de forma agradável.

Sua maior virtude é a harmonização com carnes. É o par ideal para churrasco, costela no bafo e hambúrgueres artesanais. A suculência da carne interage com os taninos do vinho, limpando a gordura e ressaltando o sabor de ambos.

O valor é similar ao do Cabernet da mesma linha, o que o torna uma opção de excelente custo-benefício para quem prefere vinhos mais frutados e menos tânicos. É uma aposta segura para quem quer variar a uva sem sair da zona de conforto de uma marca confiável.

Ideal para: Churrascos de domingo, carnes gordurosas e noites de pizza. É o vinho tinto “confortável” que agrada quem gosta de sabor intenso sem adstringência que amarra a boca.

Ficha técnica
UvaMalbec
PaísChile
RegiãoValle Central
Teor Alcoólico13,5%
TipoTinto Seco
NotasAmeixa, Tosta, Chocolate
AmadurecimentoParcial em Carvalho
Volume750ml
Temperatura16°C a 18°C
CorPúrpura Escuro
ProdutorConcha y Toro
EstiloFrutado e Redondo

Prós e contras

Prós
  • Maciez: Taninos aveludados e fáceis.
  • Corpo: Bom peso em boca.
  • Fruta: Notas intensas de frutas negras.
  • Gastronômico: Perfeito para carnes.
  • Marca: Qualidade garantida.
  • Preço: Justo pela entrega.
Contras
  • Origem: Puristas preferem Malbec argentino.
  • Evolução: Não é um vinho de longa guarda.
  • Complexidade: Foca mais na fruta que na profundidade.

Perfil indicado: Fãs de churrasco e carnes vermelhas que buscam um vinho tinto encorpado, mas macio. Se você gosta da intensidade do vinho tinto mas não suporta a sensação de “boca seca” dos taninos fortes, o Malbec é sua uva.

Nossa opinião

O Casillero Malbec é o rei do churrasco. Ele tem aquela doçura de fruta madura que abraça a gordura da picanha de um jeito mágico. É um vinho hedonista, feito para dar prazer imediato, sem precisar pensar muito sobre ele. – Sofia Ribeiro

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8. Melhor Tinto Bom e Barato: Don Nicolás Malbec Argentino


Don Nicolás Malbec Argentino

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O Don Nicolás Malbec é a prova de que a Argentina sabe fazer vinho bom e barato como ninguém. Produzido em Mendoza, o coração vinícola do país, ele traz a essência do Malbec raiz sem firulas. É um vinho de coloração violácea vibrante, típica de vinhos jovens que não passaram muito tempo guardados.

O perfil de sabor é direto e agradável: muita fruta vermelha, ameixa fresca e um leve toque floral. É um vinho leve, com taninos muito sutis e acidez correta, o que o torna extremamente fácil de beber (o famoso “glou-glou”). Não espere complexidade de madeira ou evolução; ele é feito para o consumo imediato e despretensioso.

Tecnicamente, é um vinho de entrada bem executado. A vinícola foca na higiene e na preservação da fruta durante a fermentação. O teor alcoólico é moderado, evitando aquela sensação de queimação comum em vinhos baratos mal feitos. A garrafa e o rótulo são simples, refletindo o foco no conteúdo.

A usabilidade dele brilha na mesa do dia a dia. É aquele vinho para abrir na terça-feira com uma massa à bolonhesa ou um bife acebolado. Não exige decantação e a rolha sai fácil. É o companheiro ideal para refeições simples onde a bebida não precisa ser a protagonista, mas sim um complemento agradável.

O custo-benefício é imbatível. Pelo preço de uma cerveja artesanal, você leva uma garrafa de vinho honesto importado. É a escolha racional para quem quer manter a taça cheia durante a semana sem pesar no orçamento mensal.

Ideal para: Refeições cotidianas, molhos de tomate, carnes magras e pizzas de entrega. Excelente opção para comprar em caixa e deixar estocado para consumo regular.

Ficha técnica
UvaMalbec
PaísArgentina
RegiãoMendoza
TipoTinto Seco Jovem
Teor Alcoólico~13%
AmadurecimentoTanque de Inox
Volume750ml
NotasAmeixa, Cereja
Temperatura16°C
ProdutorDon Nicolás
PreçoMuito Acessível
CorpoLeve/Médio

Prós e contras

Prós
  • Preço: Um dos melhores valores do mercado.
  • Tipicidade: Tem gosto real de Malbec.
  • Leveza: Fácil de beber, sem pesar.
  • Dia a dia: Perfeito para refeições simples.
  • Origem: Mendoza é garantia de qualidade.
  • Sem erro: Agrada a maioria.
Contras
  • Simples: Sem complexidade ou madeira.
  • Jovem: Não serve para guardar na adega.
  • Corpo: Pode parecer ralo para alguns.

Perfil indicado: Consumidores práticos que bebem vinho regularmente nas refeições e buscam economia sem abrir mão da dignidade. Se você quer um vinho honesto que “desce redondo” e custa pouco, o Don Nicolás é a pedida.

Nossa opinião

O Don Nicolás Malbec é o campeão da honestidade. Ele não promete mundos e fundos, mas entrega um vinho frutado, limpo e gostoso por um preço que parece mentira. É o melhor amigo do orçamento doméstico para quem não abre mão da taça no jantar. – Sofia Ribeiro

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9. Melhor Vinho Italiano: Liberi Di Bere Bene Italiano


Liberi Di Bere Bene Italiano

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O Liberi Di Bere Bene é um exemplar da moderna viticultura italiana, focada em entregar prazer e facilidade. Seu nome, que remete à liberdade de beber bem, já diz tudo. É um blend tinto (mistura de uvas) que busca equilíbrio e suavidade, típico dos vinhos de mesa italianos que acompanham as longas refeições em família.

No paladar, ele é frutado, com acidez característica dos vinhos italianos (aquela que faz salivar e pede comida) e notas de cereja e ervas secas. É um vinho leve, sem a densidade pesada dos reservas, o que o torna muito “bebível” e versátil. Não passa por madeira, mantendo o frescor da uva.

Um dos seus grandes diferenciais é a tampa de rosca (screw cap). Embora alguns puristas torçam o nariz, essa tecnologia é perfeita para vinhos jovens, garantindo que a bebida não tenha defeitos de rolha (bouchonné) e facilitando muito a abertura e o fechamento da garrafa para guardar na geladeira.

A usabilidade é total: é o vinho da pizza, da macarronada de domingo e do risoto. Sua acidez corta a gordura do queijo e do molho de tomate com maestria. Deve ser servido um pouco mais fresco que os tintos pesados, por volta de 15°C.

O custo-benefício é atraente para um vinho europeu. Ele traz a autenticidade da Itália por um preço acessível, sendo uma ótima alternativa para quem quer sair do circuito Chile-Argentina e experimentar o estilo do Velho Mundo.

Ideal para: Acompanhar massas, pizzas, lasanhas e tábuas de antepastos. É o vinho perfeito para deixar na porta da geladeira e beber uma taça enquanto cozinha.

Ficha técnica
UvaBlend de uvas tintas
PaísItália
RegiãoVários vinhedos
Teor Alcoólico~11,5%
TipoTinto Seco Leve
FechamentoScrew Cap (Rosca)
AcidezMédia/Alta
Volume750ml
Temperatura14°C a 16°C
EstiloGastronômico
ProdutorCastellani
PreçoAcessível

Prós e contras

Prós
  • Gastronômico: Acidez perfeita para comida.
  • Praticidade: Tampa de rosca fácil de abrir.
  • Leveza: Não cansa o paladar.
  • Origem: Autêntico estilo italiano.
  • Versátil: Vai da pizza ao queijo.
  • Preço: Importado acessível.
Contras
  • Corpo: Pode parecer ralo para fãs de Malbec.
  • Imagem: Screw cap ainda sofre preconceito.
  • Simples: Vinho de dia a dia, sem complexidade.

Perfil indicado: Amantes da culinária italiana e pessoas que buscam praticidade. Se você gosta de vinho com comida e não tem paciência para saca-rolhas, o Liberi Di Bere Bene vai se tornar seu favorito.

Nossa opinião

O Liberi Di Bere Bene é a simplicidade italiana em garrafa. Ele não quer ser o protagonista da noite, ele quer ser o melhor amigo da sua pizza. A tampa de rosca é uma benção para quem bebe uma taça por dia e quer guardar o resto sem complicação. – Sofia Ribeiro

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10. Melhor Branco Custo-Benefício: Metropolitano Chardonnay Valle Central


Metropolitano Chardonnay Valle Central

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O Metropolitano Chardonnay é a porta de entrada ideal para o universo dos vinhos brancos secos. Produzido no Valle Central chileno, ele representa a expressão moderna da uva Chardonnay, focada na pureza da fruta e no frescor, sem o peso excessivo da madeira que às vezes intimida iniciantes. Sua cor é amarelo palha brilhante.

No nariz, entrega aromas de frutas tropicais como abacaxi e banana, com um toque cítrico refrescante. No paladar, é untuoso, preenchendo a boca com maciez, mas mantendo uma acidez viva que dá vontade de beber mais. É um vinho seco, mas a maturação da uva confere uma sensação adocicada de fruta madura.

A produção é cuidadosa, com fermentação em tanques de aço inoxidável para preservar os aromas primários. Isso resulta em um vinho limpo, sem arestas, que agrada fácil. O teor alcoólico é moderado, tornando-o adequado para o almoço ou jantar.

A usabilidade é excelente para acompanhar pratos leves. Funciona maravilhosamente bem com peixes grelhados, frango assado e massas com molho branco ou de queijo. Deve ser servido gelado, entre 8°C e 10°C, para realçar seu frescor.

O custo-benefício é surpreendente. Ele entrega uma qualidade consistente por um preço muito competitivo, posicionando-se como uma opção superior aos brancos de mesa comuns. É a prova de que um bom vinho branco não precisa ser caro.

Ideal para: Almoços de verão, pratos com molho branco e quem quer começar a beber vinho branco seco. É uma aposta segura para ter na geladeira para visitas inesperadas.

Ficha técnica
UvaChardonnay
PaísChile
RegiãoValle Central
TipoBranco Seco
Teor Alcoólico~13%
AmadurecimentoAço Inox
Volume750ml
NotasAbacaxi, Frutas Tropicais
Temperatura8°C a 10°C
ProdutorMetropolitano
PreçoEconômico
CorpoMédio

Prós e contras

Prós
  • Frutado: Aromas tropicais agradáveis.
  • Maciez: Chardonnay untuoso e fácil.
  • Preço: Excelente valor pelo que entrega.
  • Versátil: Vai bem com peixe e frango.
  • Fresco: Sem madeira pesada.
  • Disponibilidade: Fácil de achar.
Contras
  • Simples: Falta complexidade para experts.
  • Evolução: Deve ser bebido jovem.
  • Rolha: Poderia ser screw cap pela proposta.

Perfil indicado: Pessoas que querem transitar dos vinhos suaves para os secos. A Chardonnay deste rótulo é amigável, frutada e macia, eliminando o medo da acidez excessiva de outros brancos.

Nossa opinião

O Metropolitano Chardonnay é aquele branco “coringa” que nunca faz feio. Ele tem corpo suficiente para acompanhar uma refeição, mas é leve o bastante para bebericar cozinhando. Se você acha vinho branco “ácido demais”, dê uma chance para este; ele é pura fruta e maciez. – Sofia Ribeiro

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Guia de compra: Como escolher o melhor vinho?

1. Entendendo as uvas principais

A uva é o fator mais determinante no sabor do vinho. Uvas tintas como Cabernet Sauvignon produzem vinhos encorpados e tânicos, ideais para carnes. A Malbec é famosa por ser frutada e macia, perfeita para churrasco. Já a Merlot tende a ser mais suave e aveludada, uma ótima porta de entrada para os tintos secos.

Nas brancas, a Chardonnay é a rainha da versatilidade, podendo ser fresca ou amanteigada se passar por madeira. A Sauvignon Blanc é conhecida por sua acidez vibrante e aromas herbáceos, excelente para dias quentes. A uva Vinho Verde (na verdade uma região, mas com perfil específico) traz leveza e efervescência.

Conhecer o perfil básico de cada uva ajuda a prever o estilo do vinho antes mesmo de abrir a garrafa. Se você gosta de potência, vá de Cabernet ou Syrah. Se prefere leveza, Pinot Noir ou Gamay. Se busca doçura, procure por Moscato ou blends suaves.

2. Regiões e Terroir

O local onde a uva cresce muda tudo. O Chile é famoso por vinhos frutados e acessíveis, com destaque para o Valle Central. A Argentina domina a Malbec em Mendoza, entregando vinhos potentes e maduros. A Europa (Velho Mundo) tende a produzir vinhos mais terrosos, ácidos e gastronômicos, pensados para acompanhar comida.

Vinhos de clima quente costumam ser mais alcoólicos e ter notas de frutas maduras ou em compota. Vinhos de clima frio (como o sul da Alemanha ou certas regiões costeiras do Chile) preservam mais a acidez e têm aromas de frutas frescas e flores. Essa distinção ajuda a escolher o vinho certo para o clima do dia.

Não se prenda apenas aos clássicos. Portugal oferece excelentes custo-benefício com blends de uvas autóctones. A Espanha entrega vinhos envelhecidos em madeira por preços ótimos. O Brasil tem se destacado enormemente nos espumantes e vinhos frescos de altitude.

  • Chile: Frutados, consistentes e ótimo preço.
  • Argentina: Potentes, maduros e macios.
  • Portugal: Blends complexos e gastronômicos.
  • Espanha: Notas de madeira e evolução.
  • Itália: Ácidos e perfeitos para massas.

3. Tipos de vinho: Seco, Suave e Meio Seco

A classificação de açúcar confunde muita gente. Vinho Seco (ou Fino) tem pouco açúcar residual, focando nos sabores da uva e da fermentação. É o padrão mundial de qualidade. Vinho Suave (ou Doce) tem adição de açúcar ou interrupção da fermentação, sendo muito doce e fácil de beber, mas com menos complexidade.

O Meio Seco (Demi-Sec) fica no meio do caminho. É uma excelente transição para quem acha o seco muito “amargo” mas quer sair do suave. Ele tem uma doçura perceptível mas equilibrada pela acidez. É comum em vinhos brancos e alguns tintos comerciais modernos.

Escolha com base no seu paladar, mas saiba que a maioria dos vinhos gastronômicos e de guarda são secos. O açúcar em excesso pode mascarar defeitos do vinho e cansar o paladar após a primeira taça, além de dificultar a harmonização com pratos salgados.

TipoAçúcar (g/L)
SecoAté 4g
Meio Seco4g a 25g
Suave / DoceAcima de 25g
Espumante BrutAté 12g
Espumante MoscatelAcima de 50g

4. Leitura do rótulo e safra

O rótulo é o RG do vinho. Procure pelo nome do produtor, a uva, a região e o ano (safra). Vinhos do Novo Mundo (Américas) destacam a uva (ex: Malbec). Vinhos do Velho Mundo (Europa) destacam a região (ex: Bordeaux, Chianti), assumindo que você sabe quais uvas são usadas lá.

A safra indica o ano da colheita. Para vinhos jovens e rosés (como Casal Garcia ou Rosé Piscine), quanto mais recente, melhor (1 a 3 anos). Eles perdem frescor com o tempo. Para tintos de guarda (Reservas e Gran Reservas), safras mais antigas podem indicar que o vinho já evoluiu e está mais macio.

Termos como “Reservado” no Chile geralmente indicam vinhos de entrada, básicos. Já “Reserva” e “Gran Reserva” implicam algum envelhecimento em madeira e seleção de uvas, sugerindo maior qualidade e complexidade. Na Espanha e Itália, esses termos são regulamentados por lei.

5. Harmonização básica

A regra clássica “vinho tinto com carne, vinho branco com peixe” funciona, mas pode ser expandida. Tintos tânicos (Cabernet, Tannat) limpam a gordura de carnes vermelhas. Tintos leves (Pinot Noir, Merlot) vão bem com aves, porco e massas com molho vermelho.

Brancos ácidos (Sauvignon Blanc, Vinho Verde) são perfeitos para frituras, saladas e frutos do mar, pois “cortam” a gordura e refrescam. Brancos encorpados (Chardonnay com madeira) aguentam peixes gordos, risotos e carnes brancas com molhos cremosos.

O vinho rosé é o coringa. Ele tem a acidez do branco e um pouco da fruta do tinto. Vai bem com tábuas de frios, paella, comida asiática e até pizza. Vinhos doces ou de sobremesa devem ser bebidos com doces ou queijos azuis (gorgonzola) para um contraste incrível.

  • Carnes Gordas: Tinto Tânico (Cabernet, Malbec).
  • Massas Vermelhas: Tinto Ácido (Sangiovese, Merlot).
  • Peixes/Saladas: Branco Leve (Sauvignon Blanc).
  • Queijos/Frios: Rosé ou Branco Encorpado.
  • Sobremesas: Vinho do Porto ou Colheita Tardia.

6. Temperatura de serviço

A temperatura errada pode matar um vinho. Tintos servidos muito quentes (acima de 20°C) ficam alcoólicos e pesados. Devem ser servidos levemente frescos, entre 16°C e 18°C. Se estiver muito calor, 15 minutos de geladeira antes de abrir fazem maravilhas.

Brancos e rosés devem ser gelados, mas não congelantes. Entre 6°C e 10°C é o ideal para ressaltar a acidez e o frescor sem esconder os aromas. Se estiver muito gelado (abaixo de 4°C), você não sente gosto de nada. Espumantes pedem as temperaturas mais baixas, entre 5°C e 7°C.

Use um balde com água e gelo para resfriar rapidamente (cerca de 20 minutos). Na geladeira, uma garrafa leva cerca de 2 horas para atingir a temperatura ideal. Nunca coloque vinho no freezer para “gelar rápido”, pois o choque térmico pode alterar o sabor e até estourar a garrafa.

VinhoTemperatura Ideal
Espumante5°C a 7°C
Branco Leve / Rosé6°C a 10°C
Branco Encorpado10°C a 12°C
Tinto Leve (Pinot)12°C a 14°C
Tinto Encorpado16°C a 18°C

7. A importância da rolha vs. rosca

A rolha de cortiça é tradicional e permite uma micro-oxigenação benéfica para vinhos de longa guarda. Porém, ela pode falhar e causar o defeito “bouchonné” (cheiro de mofo). Para vinhos de consumo rápido (90% do mercado), a rolha não é necessária tecnicamente.

A tampa de rosca (screw cap) é excelente para vinhos jovens, brancos e rosés. Ela veda hermeticamente, preservando o frescor e a fruta do vinho, além de ser muito prática para abrir e fechar. Não associe rosca a vinho ruim; grandes vinhos da Nova Zelândia e Austrália usam rosca.

Rolhas sintéticas ou de vidro são alternativas modernas. Elas não influenciam no sabor e evitam o cheiro de mofo, mas não têm o charme da cortiça. Escolha pelo vinho, não pelo fechamento, mas saiba que a rosca é sua amiga na praticidade.

8. Armazenamento em casa

Vinho é sensível a luz, calor e vibração. Se não tiver adega climatizada, guarde as garrafas no local mais fresco e escuro da casa, longe da cozinha (calor) e da lavanderia (vibração). O guarda-roupa ou um armário baixo costumam funcionar bem.

Garrafas com rolha devem ser guardadas deitadas para que o líquido mantenha a cortiça úmida e expandida, vedando a entrada de ar. Garrafas com tampa de rosca ou sintética podem ficar em pé sem problemas. Vinhos de guarda precisam de temperatura constante.

Depois de aberto, o vinho começa a oxidar. Um tinto dura 2 a 3 dias se bem tampado na geladeira. Brancos e rosés duram um pouco mais. Existem acessórios como bombas de vácuo que ajudam a estender essa vida útil por mais alguns dias, retirando o ar da garrafa.

9. Teor alcoólico e corpo

O “corpo” do vinho é a sensação de peso na boca, similar à diferença entre água (corpo leve), leite (médio) e creme de leite (encorpado). O álcool contribui para essa sensação. Vinhos com mais de 14% de álcool tendem a ser mais encorpados e viscosos.

Vinhos leves (11-12,5%) são fáceis de beber e não cansam, ideais para o almoço ou dias quentes. Vinhos potentes pedem comida para equilibrar o álcool e a estrutura. Cuidado com vinhos baratos de alto teor alcoólico, pois podem ser desequilibrados e causar dor de cabeça.

Em rótulos do Novo Mundo (Chile, Argentina, EUA), é comum encontrar vinhos mais alcoólicos e doces devido ao clima quente que amadurece muito a uva. Na Europa, a tendência histórica é de vinhos com álcool mais moderado, embora o aquecimento global esteja mudando isso.

10. Preço vs. Qualidade

Preço nem sempre é sinônimo de qualidade, mas indica o processo de produção. Vinhos muito baratos (abaixo de R$ 25) geralmente são feitos em escala industrial, com uvas de alta produtividade e pouco caráter. Vinhos entre R$ 40 e R$ 80 costumam oferecer o melhor custo-benefício, com cuidado na vinificação e expressão da uva.

Acima de R$ 100, você começa a pagar por nuances, madeira de qualidade, terroirs específicos e a marca/prestígio do produtor. Para o dia a dia, não é necessário gastar muito. Rótulos como Casillero e Reservado entregam qualidade correta.

Fique atento a promoções, mas desconfie de vinhos “Gran Reserva” muito baratos. A produção de um vinho envelhecido custa caro. Às vezes, um vinho jovem e honesto de R$ 40 é muito melhor que um “falso premium” de R$ 35 cheio de madeira artificial.

Perguntas frequentes sobre os melhores vinhos em 2026

1. Qual a diferença entre vinho Reservado e Reserva?

No Chile e Argentina, “Reservado” geralmente indica o vinho de entrada, mais simples e sem passagem por madeira, feito para consumo rápido. Já “Reserva” implica (embora nem sempre seja lei rígida) uma seleção melhor de uvas e algum contato com carvalho, resultando em um vinho mais complexo. Na Espanha e Itália, esses termos são regulamentados por lei e indicam tempo de envelhecimento obrigatório.

2. Quanto tempo o vinho dura depois de aberto?

Em geral, vinhos tintos duram de 3 a 5 dias se mantidos tampados na geladeira. Vinhos brancos e rosés duram cerca de 3 dias. Espumantes perdem o gás rapidamente e devem ser consumidos no mesmo dia ou no máximo no dia seguinte se usar uma tampa especial de pressão. O contato com o ar transforma o vinho em vinagre lentamente, alterando o sabor.

3. Vinho com tampa de rosca é ruim?

Mito. A tampa de rosca (screw cap) é excelente para vinhos que devem ser bebidos jovens e frescos (brancos, rosés e tintos leves), pois veda perfeitamente e evita defeitos da rolha. Grandes vinhos da Nova Zelândia e Austrália usam rosca. A rolha de cortiça é necessária apenas para vinhos de longa guarda que precisam “respirar” minimamente ao longo de décadas.

4. Preciso decantar todo vinho tinto?

Não. A maioria dos vinhos comerciais está pronta para beber ao abrir. A decantação serve para duas coisas: separar sedimentos em vinhos muito velhos (10+ anos) ou aerar vinhos jovens e potentes (como Gran Reservas e Cabernets robustos) para “abrir” os aromas e amaciar os taninos. Vinhos leves como Pinot Noir ou tintos de entrada não precisam e podem até perder aroma se decantados demais.

5. O que é vinho seco e suave?

A diferença está no açúcar residual. Vinho Seco tem muito pouco açúcar (até 4g/L), pois todo o açúcar da uva virou álcool. Vinho Suave (ou Doce) tem açúcar adicionado ou fermentação interrompida, resultando em uma bebida doce (acima de 25g/L). O paladar brasileiro tende a gostar do suave, mas o seco é considerado gastronomicamente superior para harmonizações.

6. Qual a temperatura certa para servir tinto?

O “temperatura ambiente” é um mito europeu de séculos passados. No calor do Brasil, temperatura ambiente é 30°C, o que estraga o vinho. O ideal para tintos é entre 16°C e 18°C. Se estiver calor, coloque a garrafa na geladeira por 20 a 30 minutos antes de servir. O vinho deve estar levemente fresco ao toque, nunca quente nem gelado como cerveja.

7. Vinho Verde é verde mesmo?

Não. “Vinho Verde” é o nome de uma região em Portugal (Minho), não a cor da bebida. Existem Vinhos Verdes brancos (os mais famosos), tintos e rosés. O nome refere-se à paisagem verdejante da região ou, segundo alguns, ao fato de os vinhos serem consumidos “verdes” (jovens). A cor do líquido é geralmente amarelo palha citrino, não verde.

8. Por que alguns vinhos dão dor de cabeça?

Geralmente é causado pela desidratação (o álcool é diurético) ou por histaminas e taninos presentes na casca da uva, não necessariamente pelos sulfitos. Vinhos baratos com muito açúcar e aditivos também podem piorar a ressaca. A melhor dica é beber uma taça de água para cada taça de vinho e escolher rótulos de melhor qualidade.

9. Qual a melhor taça para beber vinho?

Se você puder ter apenas uma, escolha a taça tipo “Bordeaux” grande ou uma taça “Universal”. Elas têm bojo largo para o vinho respirar e borda mais fechada para concentrar aromas. Evite taças muito pequenas ou de vidro grosso. Para espumantes, a taça “flute” (fina e alta) preserva as bolhas, mas taças de vinho branco permitem sentir melhor os aromas.

10. Malbec combina com o quê?

Malbec é a uva clássica do churrasco. Seus taninos doces e sabor frutado intenso combinam perfeitamente com carnes vermelhas suculentas, costela, picanha e linguiças. Também vai bem com pratos com molhos ricos, como ragu de ossobuco, e queijos semiduros como Gouda ou Emental. Evite com peixes leves, pois o vinho vai atropelar o sabor do prato.

Sofia Ribeiro