Melhor placa Raspberry Pi: As 10 melhores em 2026

Descubra as melhores placas Raspberry Pi para transformar seus projetos de automação, emulação de jogos e programação em realidade, com opções que variam de microcontroladores acessíveis a mini computadores potentes.
A revolução da computação compacta começou com o Raspberry Pi, um dispositivo que democratizou o acesso à tecnologia e permitiu que entusiastas e engenheiros criassem soluções inovadoras em casa. Seja para montar um servidor de mídia doméstico, um console de jogos retrô ou um sistema de monitoramento inteligente, existe uma placa específica projetada para atender exatamente à sua necessidade com eficiência e baixo consumo de energia.
Ao escolher a placa ideal, é crucial entender a diferença entre os modelos de processamento completo, como o Raspberry Pi 4 e 5, e os microcontroladores focados em tarefas específicas, como a linha Pico. Fatores como a quantidade de memória RAM, a presença de conectividade sem fio nativa e o tipo de portas disponíveis definem não apenas o desempenho final do seu projeto, mas também a facilidade de implementação e o custo total do sistema.
Nossa equipe analisou profundamente as especificações técnicas, a versatilidade de uso e o feedback da comunidade maker para selecionar os modelos mais relevantes do mercado atual. Avaliamos desde o poder de processamento bruto para desktop até a eficiência energética para dispositivos a bateria, resultando em um guia completo que ajudará você a investir na tecnologia certa para sua próxima invenção.
🏆 Lista das melhores placas Raspberry Pi em 2026
| Produto | Avaliação | Destaque | Preço |
|---|---|---|---|
| 1º | A placa mais potente da linha, capaz de substituir desktops básicos com facilidade. | Ver Preço na Amazon | |
| 2º | O equilíbrio perfeito entre preço e performance para a maioria dos projetos. | Ver Preço na Amazon | |
| 3º | Microcontrolador extremamente acessível para automação e eletrônica básica. | Ver Preço na Amazon | |
| 4º | Potência surpreendente em um formato minúsculo, ideal para projetos portáteis. | Ver Preço na Amazon | |
| 5º | Solução pronta para uso com todos os acessórios necessários para começar. | Ver Preço na Amazon | |
| 6º | Modelo clássico e confiável, perfeito para emulação retrô simples e servidores leves. | Ver Preço na Amazon | |
| 7º | Adiciona conectividade Wi-Fi ao poderoso chip RP2040 para internet das coisas. | Ver Preço na Amazon | |
| 8º | Desempenho da geração 4 com preço reduzido para aplicações que exigem menos RAM. | Ver Preço na Amazon | |
| 9º | Pacote econômico com a placa mais popular e acessórios essenciais incluídos. | Ver Preço na Amazon | |
| 10º | Nova geração com processador atualizado e maior eficiência energética. | Ver Preço na Amazon |
Índice
Análise detalhada das melhores placas Raspberry Pi em 2026
1. Melhor Desempenho Geral: Raspberry Pi 5 Model B 8GB
A Raspberry Pi 5 Model B 8GB representa o maior salto geracional na história da fundação, mantendo o formato clássico de cartão de crédito mas com componentes reorganizados. O layout foi otimizado para acomodar novas interfaces, como o conector PCIe e o botão de liga/desliga dedicado, atendendo a pedidos antigos da comunidade. A placa exibe uma construção robusta e densa, pronta para montagens exigentes.
O coração desta máquina é um processador quad-core Arm Cortex-A76 de 2.4GHz, que oferece um desempenho de CPU até três vezes superior ao seu antecessor. Com 8GB de RAM LPDDR4X, ela lida com multitarefas pesadas, navegação web fluida e até reprodução de vídeos em 4K sem engasgos. A GPU VideoCore VII garante gráficos mais nítidos para emulação e interfaces visuais.
Em termos de recursos técnicos, a inclusão da interface PCIe 2.0 é um divisor de águas, permitindo a conexão de SSDs NVMe de alta velocidade através de um adaptador HAT. A conectividade Wi-Fi dual-band e Bluetooth 5.0 continuam presentes, mas agora com maior estabilidade de sinal. As portas USB 3.0 também receberam melhorias na largura de banda simultânea.
A experiência de uso se aproxima muito de um PC desktop convencional para tarefas do dia a dia. O sistema operacional Raspberry Pi OS roda com extrema fluidez, e o tempo de boot é significativamente reduzido. No entanto, é importante notar que esse poder extra gera mais calor, tornando o uso de um cooler ativo ou dissipador robusto praticamente obrigatório.
O custo-benefício é justificado para quem busca performance máxima em um formato compacto, embora seja a placa mais cara da linha. Ela se posiciona como a escolha definitiva para servidores domésticos, clusters de computação ou estações de emulação de consoles mais modernos. É um investimento alto, mas que entrega longevidade e capacidade de expansão.
Ideal para: Usuários avançados que desejam substituir um desktop básico ou criar servidores de mídia potentes. É perfeita para quem precisa de alta velocidade de transferência de dados com SSDs e quer explorar o limite da computação em placa única sem gargalos de hardware.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Processador | Quad-core Arm Cortex-A76 @ 2.4GHz |
| Memória RAM | 8GB LPDDR4X |
| Conectividade | Wi-Fi Dual Band, BT 5.0, Gigabit Ethernet |
| Portas USB | 2x USB 3.0, 2x USB 2.0 |
| Saída de Vídeo | 2x micro HDMI (4K 60Hz) |
| Armazenamento | MicroSD, PCIe 2.0 (via HAT) |
| Alimentação | USB-C (5V/5A recomendado) |
| Dimensões | 85 x 56 mm |
| Botão Power | Integrado na placa |
| GPU | VideoCore VII 800MHz |
| Interface Câmera | 2x MIPI transceivers (Câmera/Display) |
| Relógio RTC | Sim (bateria separada) |
Prós e contras
- Velocidade incrível: CPU até 3x mais rápida que a geração anterior.
- Interface PCIe: Permite uso de SSDs NVMe velozes.
- Botão Power: Liga e desliga diretamente na placa.
- 8GB de RAM: Multitarefa fluida e aplicações pesadas.
- Vídeo duplo 4K: Suporte real a dois monitores.
- RTC integrado: Mantém a hora certa offline (com bateria).
- Aquecimento: Exige refrigeração ativa (cooler) quase sempre.
- Preço alto: Investimento inicial significativo.
- Fonte específica: Requer fonte de 27W para performance total.
Perfil indicado: Entusiastas de tecnologia, desenvolvedores e makers que não aceitam compromissos no desempenho. Se você planeja rodar Home Assistant com vários add-ons, compilar códigos complexos ou criar um media center 4K, esta é a placa que garantirá que seu projeto não trave.
Nossa opinião
A Raspberry Pi 5 8GB redefine o que esperamos de um computador de placa única. A adição do PCIe muda o jogo completamente, permitindo velocidades de disco que antes eram impossíveis. É uma pequena fera que esquenta bastante, mas entrega cada centavo em performance pura. – Sofia Ribeiro
2. Melhor Custo-Benefício: Raspberry Pi 4 Model B 4GB
A Raspberry Pi 4 Model B 4GB continua sendo a rainha da popularidade, equilibrando perfeitamente recursos modernos e um preço mais acessível que a versão 5. Seu design é icônico, com as portas micro HDMI e USB-C para alimentação, mantendo a compatibilidade com a vasta maioria das cases e acessórios lançados nos últimos anos.
Equipada com um processador quad-core de 1.5GHz e 4GB de RAM, ela entrega potência suficiente para 95% dos projetos domésticos, desde consoles retrô rodando até PlayStation 1 e Dreamcast, até servidores de bloqueio de anúncios (Pi-hole) e automação residencial. A quantidade de memória é o ponto doce: nem pouca para limitar o uso, nem excessiva para encarecer o produto desnecessariamente.
A conectividade é um ponto forte, com duas portas USB 3.0 para transferências rápidas e duas USB 2.0 para periféricos. A porta Gigabit Ethernet é real, sem gargalos, e o suporte a dois monitores 4K permite setups de produtividade interessantes. Diferente da versão 5, ela roda mais fria em tarefas básicas, muitas vezes dispensando ventoinhas barulhentas.
Sua facilidade de uso é amplificada pela enorme comunidade e biblioteca de tutoriais disponíveis. Quase todo projeto que você encontrar na internet foi testado e validado nesta placa. A alimentação via USB-C exige uma fonte de qualidade, mas é menos exigente que o modelo mais novo.
O valor de mercado atual a torna a opção mais racional. Ela oferece uma experiência de desktop Linux completa e competente por um valor significativamente menor que a geração 5, sendo a porta de entrada ideal para quem quer mais que um microcontrolador, mas não precisa de performance extrema.
Ideal para: Iniciantes e intermediários que buscam versatilidade. É a placa padrão para emulação (Retropie/Recalbox), servidores de mídia (Plex/Jellyfin) e aprendizado de programação, oferecendo compatibilidade máxima com o ecossistema existente.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Processador | Quad-core Cortex-A72 @ 1.5GHz |
| Memória RAM | 4GB LPDDR4 |
| Portas USB | 2x USB 3.0, 2x USB 2.0 |
| Rede | Gigabit Ethernet, Wi-Fi 5, BT 5.0 |
| Saída de Vídeo | 2x micro HDMI (4K) |
| Armazenamento | MicroSD |
| Alimentação | USB-C (5V/3A) |
| Dimensões | 85 x 56 mm |
| GPIO | 40 pinos padrão |
| Consumo | Moderado |
| Compatibilidade | Altíssima com cases antigos |
| Áudio | P2 Estéreo + Vídeo Composto |
Prós e contras
- Custo-benefício: Excelente entrega pelo preço.
- 4GB de RAM: Ideal para a maioria das aplicações.
- Comunidade vasta: Milhares de tutoriais compatíveis.
- Dual Monitor: Suporta duas telas simultâneas.
- USB 3.0: Transferência de dados rápida.
- Gigabit Ethernet: Rede cabeada veloz.
- Micro HDMI: Exige cabos adaptadores específicos.
- Aquecimento: Ainda requer dissipadores passivos.
- Sem botão power: Precisa desconectar o cabo para desligar.
Perfil indicado: O usuário “faz-tudo” que quer montar um arcade no fim de semana e um servidor de arquivos na segunda-feira. Se você não tem certeza de qual projeto vai fazer, esta placa é o porto seguro que vai funcionar bem em quase qualquer cenário.
Nossa opinião
A Raspberry Pi 4 4GB é o “fusca” turbinado do mundo maker: confiável, com peças fáceis de achar e desempenho que surpreende. Para 9 entre 10 usuários, ela oferece tudo o que é necessário sem o custo extra e a complexidade térmica da versão 5. É a compra mais sensata hoje. – Sofia Ribeiro
3. Melhor Preço Baixo: Raspberry Pi Pico
A Raspberry Pi Pico é uma revolução em um pacote minúsculo, marcando a entrada da marca no mundo dos microcontroladores. Diferente das placas “maiores” que rodam sistemas operacionais como Linux, a Pico foi feita para executar códigos simples de forma instantânea e precisa, competindo diretamente com o Arduino, mas com muito mais poder de fogo.
Equipada com o chip RP2040 desenvolvido pela própria Raspberry Pi, ela possui dois núcleos ARM Cortex-M0+ rodando a 133MHz. Isso é velocidade de sobra para controlar LEDs, ler sensores, acionar motores e lidar com lógica complexa em tempo real. Sua versatilidade brilha na capacidade de ser programada tanto em C/C++ quanto em MicroPython, uma linguagem amigável para iniciantes.
A placa possui pinos castelados (com recortes laterais), permitindo que ela seja soldada diretamente em outras placas de circuito impresso, ideal para quem quer criar produtos finais profissionais. Ela não possui Wi-Fi ou Bluetooth nesta versão básica, focando inteiramente no controle de hardware e baixo custo.
A usabilidade é fantástica: basta conectar ao computador via micro USB, e ela aparece como um pen drive. Você arrasta seu arquivo de código para dentro e ela começa a funcionar. Não há necessidade de instalar drivers complexos ou softwares pesados, o que baixa muito a barreira de entrada para estudantes.
Com um preço irrisório, a Pico é imbatível para projetos de eletrônica pura, como teclados mecânicos customizados, controladores MIDI ou sistemas de automação que não precisam de internet. É a peça fundamental para quem quer aprender o básico de hardware antes de pular para computadores completos.
Ideal para: Estudantes de eletrônica, hobbistas que querem controlar hardware físico (luzes, motores) e criadores de dispositivos USB customizados. É a melhor escolha para projetos que precisam ligar instantaneamente e consumir o mínimo de energia possível.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Microcontrolador | RP2040 Dual-core Cortex M0+ |
| Clock | 133 MHz |
| Memória SRAM | 264KB |
| Memória Flash | 2MB integrada |
| GPIO | 26 pinos multifuncionais |
| Linguagens | MicroPython, C/C++ |
| Conexão | Micro USB |
| Tensão Lógica | 3.3V |
| Dimensões | 51 x 21 mm |
| Sensores | Sensor de temperatura interno |
| Montagem | Pinos ou montagem em superfície |
| Preço | Extremamente baixo |
Prós e contras
- Preço imbatível: Extremamente acessível.
- Chip Potente: Dual-core supera Arduinos básicos.
- Fácil programação: Suporte nativo a MicroPython.
- Flexibilidade: Pinos programáveis (PIO) únicos.
- Documentação: Manuais excelentes e detalhados.
- Formato: Pode ser soldada como componente.
- Sem Wireless: Não tem Wi-Fi ou Bluetooth.
- Sem SO: Não roda Linux ou interface gráfica.
- Micro USB: Conector antigo em vez de USB-C.
Perfil indicado: O maker que quer piscar LEDs, ler sensores de temperatura ou criar um macro pad para o computador gastando o valor de um lanche. Se o seu projeto não precisa de tela ou internet, a Pico é a solução mais elegante e barata.
Nossa opinião
A Raspberry Pi Pico é pequena, mas poderosa. Ela preenche a lacuna onde um Raspberry Pi normal seria um exagero (e desperdício de dinheiro). A facilidade de programar em Python faz dela a melhor ferramenta de aprendizado de eletrônica hoje, desbancando placas clássicas com sua performance superior. – Sofia Ribeiro
4. Melhor Compacto: Raspberry Pi Zero 2 W
A Raspberry Pi Zero 2 W é uma obra-prima de engenharia que coloca o poder de processamento do Raspberry Pi 3 em um formato minúsculo. Com apenas 65mm de comprimento, ela cabe no bolso de moedas, mas roda um sistema Linux completo, sendo capaz de tarefas que antes exigiam placas muito maiores e mais consumidoras de energia.
A grande mágica aqui é o processador SiP (System-in-Package) que empilha a CPU quad-core e a memória RAM de 512MB em um único chip encapsulado. Isso liberou espaço na placa para manter o Wi-Fi e Bluetooth integrados sem aumentar o tamanho físico. O desempenho é cerca de 5 vezes superior ao da Zero W original.
Sua conectividade é minimalista para manter o perfil baixo: uma porta mini HDMI para vídeo e duas portas micro USB (uma para dados e outra para energia). Para usar periféricos USB padrão, você precisará de adaptadores OTG, o que é um pequeno preço a pagar pela portabilidade extrema que ela oferece.
A experiência de uso é surpreendente para o tamanho. Ela roda emuladores de consoles de 8 e 16 bits perfeitamente, sendo a favorita para criar “Game Boys” caseiros (handhelds). Além disso, seu baixo consumo a torna ideal para câmeras de segurança DIY que funcionam com baterias por longos períodos.
O custo é acessível, embora a disponibilidade às vezes seja limitada devido à alta demanda. Ela ocupa um nicho único: mais poderosa que um microcontrolador (como a Pico) e muito menor que um computador completo (como a Pi 4), sendo a escolha óbvia para projetos onde o espaço físico é a restrição número um.
Ideal para: Projetos portáteis (wearables), câmeras espiãs, consoles portáteis retrô e sensores IoT avançados que precisam de processamento de imagem local. É a placa perfeita para esconder dentro de outros objetos e torná-los inteligentes.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Processador | Quad-core Cortex-A53 @ 1GHz |
| Memória RAM | 512MB LPDDR2 |
| Conectividade | Wi-Fi 2.4GHz, BT 4.2 |
| Portas | 1x mini HDMI, 1x micro USB OTG |
| Armazenamento | MicroSD |
| Dimensões | 65 x 30 mm (Formato Zero) |
| Câmera | Conector CSI-2 (requer cabo fino) |
| Alimentação | Micro USB (5V/2.5A) |
| Consumo | Baixíssimo |
| GPIO | 40 pinos (não soldados) |
| Vídeo | 1080p 30fps fluído |
| Peso | Apenas 9g |
Prós e contras
- Tamanho minúsculo: Cabe em qualquer lugar.
- Performance impressionante: Nível de Pi 3 no bolso.
- Wireless integrado: Wi-Fi e Bluetooth nativos.
- Baixo consumo: Ótima para baterias.
- Compatibilidade: Usa o mesmo software das irmãs maiores.
- Conector de câmera: Ideal para visão computacional leve.
- Conectores mini: Exige adaptadores (HDMI/USB).
- RAM limitada: 512MB não é para desktop pesado.
- Sem pinos: Geralmente vem sem pinos soldados (GPIO).
Perfil indicado: O criador de gadgets. Se você quer montar uma câmera inteligente que cabe numa caixa de fósforos ou um console de jogos que cabe na carteira, a Zero 2 W é a única placa que entrega performance de PC nesse formato.
Nossa opinião
A Raspberry Pi Zero 2 W é um pequeno milagre tecnológico. Ter quatro núcleos de processamento em uma placa desse tamanho abre portas para projetos incríveis que antes eram desajeitados. É a minha favorita para coisas que precisam ser “invisíveis” e inteligentes ao mesmo tempo. – Sofia Ribeiro
5. Melhor Kit Completo: Kit Raspberry Pi 5 8GB Completo
O Kit Raspberry Pi 5 8GB Completo é a solução “chave na mão” para quem quer evitar a dor de cabeça de comprar componentes incompatíveis. A nova geração da placa é particularmente exigente com a fonte de alimentação e refrigeração, e este kit resolve esses problemas trazendo itens dimensionados especificamente para ela.
O pacote inclui a poderosa placa de 8GB, uma fonte de alimentação USB-C de alta potência (essencial para o funcionamento estável do Pi 5), um cartão SD de 32GB pré-carregado ou pronto para uso, e uma case (caixa) que protege o circuito. O grande diferencial é a inclusão de refrigeração adequada, vital para manter o processador rodando em velocidade máxima sem superaquecer.
A montagem é simples e intuitiva, permitindo que você tenha um computador funcional em menos de 10 minutos após abrir a caixa. A compatibilidade garantida entre a fonte e a placa elimina os alertas de “baixa voltagem” que frustram muitos usuários que tentam reutilizar carregadores de celular antigos.
Para quem está começando agora, a economia de tempo é imensa. Você não precisa pesquisar qual cartão SD é mais rápido ou qual case tem melhor fluxo de ar. Tudo já foi selecionado para funcionar em harmonia, permitindo que você foque no software e nos projetos.
O custo total é mais alto do que comprar peças soltas na sorte, mas a tranquilidade de ter um sistema estável vale o investimento. É especialmente recomendado para uso educacional ou profissional, onde falhas por hardware inadequado não são toleráveis.
Ideal para: Iniciantes que querem uma experiência “plug and play” e profissionais que precisam de kits padronizados para implantação rápida. Se você não quer gastar horas pesquisando especificações de fontes e coolers, este kit é a resposta.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Placa Principal | Raspberry Pi 5 8GB |
| Armazenamento | Cartão SD 32GB Class 10 |
| Fonte | USB-C Específica para Pi 5 |
| Refrigeração | Cooler/Dissipador incluso |
| Proteção | Case (Caixa) ABS |
| Cabo de Vídeo | Micro HDMI para HDMI |
| Manual | Guia de início rápido |
| Praticidade | Máxima (tudo na caixa) |
| Garantia | Conjunto completo |
| Compatibilidade | 100% Testada |
| Leitor de Cartão | Adaptador USB incluso |
| Voltagem | Bivolt |
Prós e contras
- Tudo incluso: Não precisa comprar nada separado.
- Fonte correta: Garante energia estável para o Pi 5.
- Refrigeração: Evita superaquecimento (thermal throttling).
- Praticidade: Montagem rápida e sem erros.
- Cartão rápido: 32GB é ótimo para começar.
- Cabo de vídeo: Inclui o cabo micro HDMI chato de achar.
- Preço total: Mais caro que peças avulsas chinesas.
- Customização: Você fica preso aos acessórios do kit.
- Case fechada: Pode dificultar acesso aos pinos GPIO.
Perfil indicado: Quem valoriza seu tempo e quer garantia de funcionamento. Se você está comprando para presentear ou para uma escola, o kit completo evita a frustração de abrir a caixa e descobrir que falta um cabo essencial.
Nossa opinião
Comprar o Kit Raspberry Pi 5 é a decisão mais segura que você pode tomar. A placa Pi 5 é “chata” com energia e temperatura; tentar economizar na fonte ou no cooler é pedir para ter dor de cabeça. Esse kit elimina as variáveis e deixa você curtir a potência da placa desde o primeiro minuto. – Sofia Ribeiro
6. Melhor para Projetos Básicos: Raspberry Pi 3 Model B
A Raspberry Pi 3 Model B pode parecer antiga, mas continua sendo uma das placas mais robustas e confiáveis já feitas. Para muitos projetos que não exigem vídeo 4K ou gigabytes de memória RAM, ela ainda é a escolha perfeita, oferecendo um consumo de energia mais equilibrado e aquecimento muito menor que as gerações 4 e 5.
Com um processador quad-core de 1.2GHz e 1GB de RAM, ela tem “musculatura” suficiente para rodar emuladores até Super Nintendo e Mega Drive com perfeição, além de servir muito bem como servidor de impressão (OctoPrint) para impressoras 3D ou hub de automação residencial (Home Assistant). Ela não engasga em tarefas de terminal ou interfaces leves.
A conectividade é clássica: porta HDMI de tamanho normal (o que é um alívio, pois não exige adaptadores), porta Ethernet 10/100 e Wi-Fi integrado. A alimentação é feita via micro USB, permitindo reaproveitar carregadores de celular antigos de boa qualidade (2.5A), algo que as placas novas não permitem.
A estabilidade é seu ponto forte. Como está no mercado há anos, todos os bugs de software já foram resolvidos. É a plataforma mais estável para quem quer montar um projeto e esquecer que ele existe, sabendo que vai funcionar 24/7 sem travar.
O preço é competitivo para o mercado de usados ou estoques remanescentes. Se você não precisa de USB 3.0 ou saída para dois monitores, pagar mais caro em uma Pi 4 pode ser desperdício. A Pi 3 B continua sendo a rainha dos projetos “headless” (sem monitor).
Ideal para: Projetos de automação residencial (Home Assistant), servidores de impressão 3D (OctoPrint), DNS sinkhole (Pi-hole) e emulação de jogos clássicos (8 e 16 bits). É a placa de batalha para quem prioriza estabilidade e baixo consumo.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Processador | Quad-core Cortex-A53 @ 1.2GHz |
| Memória RAM | 1GB LPDDR2 |
| Conectividade | Wi-Fi 2.4GHz, BT 4.1 |
| Portas USB | 4x USB 2.0 |
| Saída de Vídeo | 1x HDMI Full Size |
| Rede | Ethernet 10/100 |
| Alimentação | Micro USB (5V/2.5A) |
| Armazenamento | MicroSD |
| Aquecimento | Baixo/Moderado |
| GPIO | 40 pinos padrão |
| Áudio | P2 Estéreo |
| Compatibilidade | Universal com HATs antigos |
Prós e contras
- HDMI padrão: Usa cabos comuns de TV.
- Estabilidade: Plataforma madura e sem bugs.
- Consumo: Gasta menos energia que a Pi 4/5.
- Fonte comum: Aceita micro USB de 2.5A.
- 4 portas USB: Boa expansibilidade.
- Wi-Fi nativo: Conectividade sem fio inclusa.
- Rede lenta: Ethernet não é Gigabit.
- USB 2.0: Transferência de dados mais lenta.
- RAM limitada: 1GB aperta para navegação web moderna.
Perfil indicado: O conservador prático. Se você quer montar um servidorzinho que vai ficar ligado no canto da sala por anos sem dar problema, ou quer reviver jogos de SNES sem configurar mil coisas, a Pi 3 B é a ferramenta certa, sem excessos.
Nossa opinião
Não subestime a Raspberry Pi 3 Model B. Para a grande maioria dos projetos de IoT e servidores leves, ela ainda dá conta do recado com o pé nas costas. Ter uma porta HDMI de tamanho normal é uma vantagem de usabilidade enorme que a gente só valoriza quando perde na versão 4. – Sofia Ribeiro
7. Melhor Microcontrolador IoT: Raspberry Pi Pico W
A Raspberry Pi Pico W pega tudo o que a Pico original tem de bom e adiciona o ingrediente que faltava: conectividade. Com um chip Wi-Fi e Bluetooth integrado, esta pequena placa se torna uma das ferramentas mais poderosas para a Internet das Coisas (IoT), permitindo que seus projetos se comuniquem com o mundo sem complicação.
Ela mantém o mesmo formato e pinagem da Pico original, o que significa que todos os acessórios e cases funcionam nela. A diferença é que agora você pode enviar dados de sensores para a nuvem, controlar dispositivos via página web ou fazer com que dois robôs conversem entre si sem fios, tudo isso mantendo o baixo consumo de energia do chip RP2040.
A programação continua simples via MicroPython ou C++, com bibliotecas de rede robustas que facilitam a conexão com o Wi-Fi da sua casa. É possível criar um servidor web básico diretamente na placa em poucas linhas de código, algo impensável para microcontroladores desse preço há alguns anos.
A versatilidade é imensa: de estações meteorológicas que postam no Twitter a sistemas de rega automática que checam a previsão do tempo online. O Bluetooth também abre portas para teclados e mouses sem fio customizados.
O preço é levemente superior ao da versão sem fio, mas o valor agregado da conectividade é incalculável. Ela substitui com vantagem placas como o ESP8266 em muitos cenários, graças à sua documentação superior e facilidade de uso.
Ideal para: Projetos de IoT (Internet das Coisas), automação residencial conectada, sensores remotos e qualquer invenção que precise enviar ou receber dados da internet sem gastar a energia de um computador completo.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Microcontrolador | RP2040 Dual-core |
| Wireless | Wi-Fi 4 (802.11n) + BT 5.2 |
| Clock | 133 MHz |
| Memória Flash | 2MB |
| GPIO | 26 pinos (compatível com Pico) |
| Antena | Integrada na placa (PCB) |
| Alimentação | Micro USB ou VSYS (1.8V-5.5V) |
| Linguagens | MicroPython, C/C++ |
| Dimensões | 51 x 21 mm |
| Uso de Rede | Fácil com bibliotecas padrão |
| Preço | Muito acessível |
| LED | Controlado via chip wireless |
Prós e contras
- Wi-Fi integrado: Conecta à internet nativamente.
- Bluetooth: Para periféricos e comunicação local.
- Compatibilidade: Mesma pinagem da Pico comum.
- Potência: Dual-core lida bem com rede e lógica.
- Tamanho: Compacta para embutir em projetos.
- Custo: Muito barato para um dispositivo Wi-Fi.
- Conector Micro USB: Ainda não é USB-C.
- Antena: Alcance menor que antenas externas.
- Analógico: O ADC tem algumas limitações de ruído.
Perfil indicado: O criador conectado. Se você quer monitorar a temperatura do seu quarto pelo celular ou acender uma luz via comando de voz, a Pico W é a maneira mais barata e divertida de fazer isso acontecer.
Nossa opinião
A Raspberry Pi Pico W é a evolução natural. Adicionar Wi-Fi ao RP2040 transformou uma placa ótima em uma ferramenta essencial. É impressionante como é fácil colocar um dispositivo na internet com ela. Pelo preço, não há motivo para comprar a versão sem fio, a menos que seu projeto seja estritamente offline. – Sofia Ribeiro
8. Melhor Opção Intermediária: Raspberry Pi 4 Model B 2GB
A Raspberry Pi 4 Model B 2GB é a escolha tática para quem sabe exatamente do que precisa. Ela possui o mesmo processador e capacidades de vídeo da versão de 4GB, mas com metade da memória RAM. Isso a torna mais barata e igualmente capaz para tarefas que não exigem multitarefa pesada ou interface gráfica complexa.
Muitos projetos, como emuladores de consoles antigos (até PS1), servidores de bloqueio de anúncios (Pi-hole) e controladores de automação, raramente usam mais de 1GB de RAM. Nesses casos, comprar o modelo de 4GB ou 8GB é jogar dinheiro fora. A versão de 2GB entrega a performance bruta do processador quad-core sem o custo extra da memória ociosa.
Ela mantém todas as vantagens da linha 4: USB 3.0, Gigabit Ethernet verdadeira e saída dual monitor. Isso significa que você tem transferências de rede rápidas e acesso veloz a HDs externos, ideal para montar um NAS (Network Attached Storage) doméstico simples e eficiente.
A usabilidade é idêntica às versões mais caras. O sistema operacional é o mesmo, os acessórios são os mesmos. A única limitação aparece se você tentar abrir muitas abas no navegador ou rodar aplicações pesadas de desktop simultaneamente, onde a falta de RAM pode causar lentidão.
O custo-benefício é excelente para “headless setups” (servidores sem monitor). É a placa favorita de quem monta clusters (vários Pis trabalhando juntos) ou sistemas dedicados que rodam apenas uma aplicação específica.
Ideal para: Servidores domésticos, NAS, Pi-hole, emulação leve e projetos onde a placa vai ficar “escondida” rodando serviços em segundo plano. Economize na RAM para investir em um bom cartão SD ou case.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Processador | Quad-core Cortex-A72 @ 1.5GHz |
| Memória RAM | 2GB LPDDR4 |
| Conectividade | Wi-Fi 5, BT 5.0, Gigabit Lan |
| Portas USB | 2x USB 3.0, 2x USB 2.0 |
| Vídeo | 2x micro HDMI |
| Alimentação | USB-C (5V/3A) |
| Armazenamento | MicroSD |
| GPIO | 40 pinos |
| Diferencial | Preço reduzido |
| Uso ideal | Aplicações leves / Servidores |
| Dimensões | 85 x 56 mm |
| Compatibilidade | Cases de Pi 4 padrão |
Prós e contras
- Preço: Mais acessível que a versão de 4GB.
- Performance: Mesmo processador da versão cara.
- Conectividade: USB 3.0 e Rede Gigabit mantidos.
- Eficiência: Ótima para tarefas dedicadas.
- Versátil: Serve para 80% dos projetos comuns.
- Vídeo: Suporta 4K igual aos modelos superiores.
- RAM: 2GB limita uso como PC Desktop.
- Navegação: Abrir muitas abas pode travar.
- Revenda: Menor valor de revenda que a de 4GB.
Perfil indicado: O otimizador de orçamento. Se você analisou os requisitos do seu projeto e viu que ele usa apenas 500MB de RAM, comprar esta placa é a decisão inteligente. Perfeita para quem vai rodar sistemas baseados em linha de comando.
Nossa opinião
A Raspberry Pi 4 2GB sofre preconceito injusto. Muita gente acha que “mais RAM é sempre melhor”, mas para um media center rodando LibreELEC ou um servidor de arquivos, 2GB é mais que suficiente. Ela entrega a velocidade da geração 4 por um preço que cabe melhor no bolso. – Sofia Ribeiro
9. Melhor Kit Custo-Benefício: Kit Raspberry Pi 4 Model B Completo
O Kit Raspberry Pi 4 Completo reúne a versatilidade da placa modelo 4 com todos os componentes periféricos essenciais, oferecendo um pacote mais acessível que o kit da versão 5. É a melhor opção para quem quer montar um sistema de emulação de jogos ou um servidor simples sem estourar o orçamento.
O pacote tipicamente inclui a placa de 4GB, uma fonte USB-C com interruptor (muito útil, pois a placa não tem botão power), cabo micro HDMI, dissipadores de calor, cooler e um cartão de memória com sistema. Ter o cabo micro HDMI incluso é um grande alívio, pois é um padrão difícil de encontrar em gavetas de casa.
A montagem é direta e os acessórios são escolhidos para garantir a estabilidade térmica da placa, que tende a esquentar sob carga. A case protege contra curtos acidentais e poeira, prolongando a vida útil do equipamento. O cartão SD já vem pronto, economizando o tempo de download e gravação de imagem.
Este kit brilha na relação custo-benefício. Você leva para casa um computador funcional que pode servir como desktop Linux de entrada, centro de mídia 4K ou console retrô, tudo por um valor muito inferior ao de um PC tradicional ou da nova geração do Pi.
É uma compra estratégica para escolas, laboratórios de informática ou pais que querem introduzir os filhos na programação. Não tem o poder bruto do Pi 5, mas tem compatibilidade e estabilidade de sobra para anos de aprendizado.
Ideal para: Presentes educativos, iniciantes no mundo maker e montagem de consoles Retropie/Recalbox. É o pacote inicial perfeito para quem não quer se preocupar com compatibilidade de peças.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Placa | Raspberry Pi 4 Model B 4GB |
| Fonte | USB-C 5V 3A com botão |
| Refrigeração | Kit Dissipador + Cooler |
| Case | Plástico ABS ventilado |
| Cabo | Micro HDMI para HDMI |
| Armazenamento | Cartão SD 32GB/64GB |
| Facilidade | Alta (Plug and Play) |
| Custo | Moderado |
| Vídeo | 4K via cabo incluso |
| Manuais | Inclusos |
Prós e contras
- Pacote econômico: Mais barato que o kit da versão 5.
- Fonte com botão: Facilita ligar e desligar.
- Cabo incluso: Resolve o problema do micro HDMI.
- Placa de 4GB: Versátil para qualquer projeto.
- Proteção: Case inclusa evita danos físicos.
- Pronto para usar: Economiza tempo de configuração.
- Menor performance: Inferior ao Pi 5 em velocidade.
- Case básica: Geralmente de plástico simples.
- Cooler ruidoso: Ventoinhas pequenas podem fazer barulho.
Perfil indicado: Quem quer começar hoje mesmo. Se você não quer ficar caçando adaptador de vídeo na internet ou descobrindo qual fonte tem a amperagem correta, esse kit resolve tudo de uma vez com um preço justo.
Nossa opinião
O Kit Raspberry Pi 4 é o “combo da felicidade” para makers. A inclusão da fonte com botão on/off é um detalhe simples que muda a vida, já que a placa original não tem interruptor. É a melhor forma de entrar no ecossistema sem frustrações iniciais. – Sofia Ribeiro
10. Melhor Lançamento Microcontrolador: Raspberry Pi Pico 2 W
A Raspberry Pi Pico 2 W é a mais recente adição à família de microcontroladores, trazendo o novo chip RP2350. Este processador inovador oferece núcleos duplos que podem alternar entre arquitetura ARM e RISC-V, oferecendo flexibilidade sem precedentes para desenvolvedores que querem explorar novas tecnologias.
Além da potência bruta aumentada e maior eficiência energética, a Pico 2 W mantém a conectividade Wi-Fi e Bluetooth que fez o sucesso da versão anterior, mas agora com recursos de segurança aprimorados. A memória flash foi dobrada para 4MB, permitindo armazenar programas mais complexos e bibliotecas maiores sem preocupação.
A compatibilidade com acessórios da Pico 1 é mantida, o que é excelente para quem já tem um ecossistema de hardware. A performance em cálculos de ponto flutuante foi significativamente melhorada, tornando-a ideal para pequenos projetos de inteligência artificial e processamento de sinais de áudio.
A usabilidade segue o padrão de excelência da marca: arraste e solte para programar. O suporte oficial para C/C++ e MicroPython está mais robusto do que nunca, com documentação atualizada para aproveitar os novos recursos do chip RP2350.
O preço continua extremamente competitivo, posicionando-a como a sucessora natural para novos projetos. É a placa perfeita para quem quer estar na vanguarda da tecnologia de microcontroladores sem gastar muito.
Ideal para: Desenvolvedores experientes que querem testar a arquitetura RISC-V, projetos de segurança embarcada e aplicações que exigem mais memória e velocidade que a Pico original pode oferecer.
| Ficha técnica | |
|---|---|
| Processador | RP2350 (Dual ARM M33 + Dual RISC-V) |
| Clock | 150 MHz |
| Memória Flash | 4MB |
| Memória SRAM | 520KB |
| Wireless | Wi-Fi 4 + BT 5.2 |
| Segurança | Assinatura de código, OTP |
| GPIO | 26 pinos compatíveis |
| Arquitetura | Híbrida selecionável |
| Alimentação | Micro USB |
| Linguagens | C/C++, MicroPython, Rust |
| Dimensões | 51 x 21 mm |
| Eficiência | Melhorada |
Prós e contras
- Chip RP2350: Mais rápido e eficiente.
- RISC-V: Suporte a arquitetura aberta.
- 4MB Flash: Dobro de espaço da anterior.
- Segurança: Recursos de hardware seguros.
- Conectividade: Wi-Fi e Bluetooth mantidos.
- Compatível: Funciona com addons da Pico 1.
- Novidade: Menos tutoriais específicos ainda.
- Micro USB: Insiste no conector antigo.
- Disponibilidade: Estoques podem flutuar.
Perfil indicado: O “early adopter” e entusiasta de tecnologia. Se você gosta de ter o hardware mais recente e quer explorar as vantagens do RISC-V ou precisa de mais memória para seu código, a Pico 2 W é a atualização obrigatória.
Nossa opinião
A Raspberry Pi Pico 2 W mostra que a fundação não está parada. A capacidade de escolher entre núcleos ARM e RISC-V é um recurso técnico fascinante para engenheiros. Para o usuário comum, significa simplesmente uma placa mais rápida e capaz pelo mesmo preço incrível de sempre. – Sofia Ribeiro
Guia de compra: Como escolher a melhor placa Raspberry Pi?
1. Modelos: Computador vs Microcontrolador
A primeira decisão é entender a natureza do seu projeto. Se você precisa de um sistema operacional completo (Linux), saída de vídeo HDMI, portas USB para teclado e mouse, você precisa de um “Computador de Placa Única” (SBC), como o Raspberry Pi 4 ou 5. Eles são ideais para emulação de jogos, media centers, servidores e aprendizado de programação desktop.
Por outro lado, se seu objetivo é controlar hardware físico diretamente, como ler sensores de temperatura, piscar LEDs ou controlar motores de robôs, um “Microcontrolador” como o Raspberry Pi Pico é mais indicado. Eles não rodam Linux, consomem pouquíssima energia e ligam instantaneamente, sendo perfeitos para tarefas dedicadas e repetitivas.
O modelo Zero fica no meio termo: roda Linux como os “grandes”, mas tem o tamanho reduzido e menor poder de processamento, ideal para projetos que precisam de sistema operacional mas têm restrição de espaço, como câmeras portáteis.
2. Memória RAM
A quantidade de RAM define o que você pode rodar simultaneamente. Para projetos “headless” (sem monitor), como bloqueadores de anúncio ou automação, 1GB ou 2GB são suficientes. Isso economiza dinheiro e energia. Se você planeja usar interface gráfica, navegar na web ou usar como desktop, 4GB é o mínimo recomendado para uma experiência fluida.
Para usuários avançados que vão rodar containers (Docker), compilar códigos grandes, usar múltiplos monitores 4K ou criar servidores de mídia pesados, a versão de 8GB é a escolha segura. Ela oferece folga para o sistema operacional gerenciar cache e multitarefa sem recorrer à memória virtual (swap) no cartão SD, o que deixaria tudo lento.
No caso dos microcontroladores (Pico), a RAM é medida em Kilobytes e é suficiente para o propósito deles. Não se preocupe com isso na linha Pico, a menos que esteja escrevendo códigos extremamente complexos.
- 1GB/2GB: Projetos sem monitor, servidores leves, emulação antiga.
- 4GB: Uso desktop padrão, navegação, emulação até PS1/N64.
- 8GB: Multitarefa pesada, servidor robusto, compilação, futuro garantido.
- 264KB (Pico): Automação, sensores, robótica básica.
- 512MB (Zero): Projetos portáteis com Linux leve.
3. Conectividade e portas
A conectividade varia drasticamente entre os modelos. O Raspberry Pi 4 e 5 possuem portas micro HDMI, exigindo cabos ou adaptadores específicos, enquanto o Pi 3 usa HDMI padrão. Se você vai conectar muitos HDs externos, as portas USB 3.0 do Pi 4 e 5 são essenciais pela velocidade superior.
Para projetos sem fio, verifique se a placa tem “W” no nome ou na especificação. Pi 3, 4, 5, Zero W e Pico W têm Wi-Fi e Bluetooth. A Pico original não tem. A porta Ethernet (cabo de rede) só existe nos modelos “grandes” (Modelo B), sendo vital para servidores que precisam de conexão estável e rápida.
O conector de expansão GPIO de 40 pinos é padrão em quase todas as placas (exceto Pico), permitindo conectar sensores e módulos. No entanto, na Pi Zero, esses pinos muitas vezes não vêm soldados, exigindo que você saiba soldar ou compre a versão “H” (com header).
| Modelo | Vídeo | USB | Rede |
|---|---|---|---|
| Pi 5 | 2x Micro HDMI | 2x 3.0 + 2x 2.0 | Gigabit + Wi-Fi AC |
| Pi 4 | 2x Micro HDMI | 2x 3.0 + 2x 2.0 | Gigabit + Wi-Fi AC |
| Pi 3B | 1x HDMI Padrão | 4x USB 2.0 | 10/100 + Wi-Fi N |
| Pi Zero 2W | 1x Mini HDMI | 1x Micro USB OTG | Wi-Fi N |
| Pi Pico | Nenhum | 1x Micro USB | Nenhuma (ver. W tem Wi-Fi) |
4. Alimentação e energia
Cada geração exige uma fonte diferente. O Pi 5 é o mais exigente, recomendando uma fonte USB-C de 27W (5V/5A) para entregar performance máxima e alimentar periféricos USB. O Pi 4 funciona bem com fontes USB-C de 15W (5V/3A). Já o Pi 3 e Zero usam conector Micro USB e fontes de 2.5A.
Usar carregadores de celular genéricos é a causa número um de problemas (o famoso ícone de raio na tela). Fontes de celular muitas vezes não entregam a voltagem estável necessária. Sempre que possível, compre a fonte oficial ou kits que já incluam uma fonte testada.
Para projetos a bateria, o Pi Zero e a Pico são campeões. A Pico pode rodar dias com pilhas simples, enquanto os modelos maiores drenam baterias power bank em poucas horas devido ao processador potente e GPU.
5. Armazenamento
O Raspberry Pi não possui disco rígido interno; o sistema operacional roda em um cartão microSD. A velocidade desse cartão afeta diretamente a performance geral. Escolha cartões “Class 10” ou “A1/A2” de marcas confiáveis como SanDisk ou Samsung para evitar lentidão e corrupção de dados.
O Raspberry Pi 5 introduziu uma grande novidade: suporte oficial a SSDs NVMe através de uma porta PCIe (requer um adaptador HAT). Isso permite velocidades de leitura/escrita muito superiores ao cartão SD, tornando o sistema extremamente ágil.
Para o Pi 4, você pode usar SSDs SATA conectados via adaptador USB 3.0, o que também melhora muito o desempenho. A Pico, por sua vez, tem memória flash integrada (2MB ou 4MB) e não usa cartão SD, o código fica gravado no chip.
- MicroSD A1/A2: O padrão para sistema operacional.
- SSD NVMe (Pi 5): Performance máxima via HAT PCIe.
- SSD USB 3.0: Ótima opção de boot para Pi 4.
- Pendrive USB: Bom para armazenamento de dados secundário.
- Flash Interna (Pico): Armazena apenas o código/firmware.
6. Acessórios essenciais
Comprar apenas a placa (o “board”) raramente é suficiente. No mínimo, você precisará de uma fonte de alimentação compatível e um cartão microSD com o sistema. Cases (caixas) são vitais para proteger o circuito contra curtos e poeira.
A refrigeração tornou-se obrigatória nas gerações recentes. O Pi 4 e, principalmente, o Pi 5, precisam de dissipadores de calor e, preferencialmente, um cooler ativo (ventoinha) para não perderem desempenho (thermal throttling) sob carga pesada.
Cabos de vídeo são outra pegadinha: verifique se precisa de HDMI padrão, mini HDMI (Zero) ou micro HDMI (Pi 4/5). Adaptadores ou cabos prontos são compras obrigatórias junto com a placa.
| Acessório | Importância |
|---|---|
| Fonte Oficial | Crítica (estabilidade) |
| Cartão SD A1 | Crítica (sistema) |
| Cooler/Dissipador | Alta (Pi 4 e 5) |
| Case | Alta (proteção) |
| Cabo Micro HDMI | Alta (Pi 4 e 5) |
7. Sistemas operacionais
O Raspberry Pi OS (antigo Raspbian) é o sistema oficial, baseado em Debian Linux, otimizado para o hardware. É a melhor escolha para iniciantes. No entanto, a plataforma suporta dezenas de outros sistemas: Ubuntu, Manjaro, Windows on ARM (experimental) e sistemas dedicados.
Para jogos, existem distribuições prontas como Retropie, Recalbox e Batocera, que transformam a placa em um console instantaneamente. Para media center, o LibreELEC roda o Kodi de forma leve. Para automação, o Home Assistant OS é padrão.
A Pico não roda sistema operacional no sentido tradicional; ela roda seu código (firmware) diretamente. Você escreve o programa no PC e envia para ela. Isso garante execução em tempo real sem “travamentos” de sistema.
8. Projetos comuns por modelo
Escolher a placa certa depende do projeto final. Não use um canhão para matar uma mosca. Um Pi 5 é desperdício para apenas acender uma luz, assim como uma Pico não consegue rodar vídeos do YouTube.
A comunidade maker documentou milhares de projetos. Antes de comprar, procure “nome do projeto + raspberry pi model” no Google para ver o que os outros usaram com sucesso. Kits de sensores e robótica geralmente são projetados para os pinos GPIO padrão.
Sempre verifique a compatibilidade de “HATs” (placas de expansão que encaixam em cima). HATs de Pi 3 geralmente funcionam no 4 e 5, mas o formato físico e a refrigeração podem atrapalhar o encaixe.
- Pi 5/4: PC Desktop, NAS, Plex, Emulação N64/Dreamcast, IA.
- Pi 3: OctoPrint, Pi-hole, Emulação SNES, Dashboard.
- Pi Zero: Câmera IP, Game Boy caseiro, Wearables.
- Pico: Teclados macro, controle de LEDs, robótica simples.
- Pico W: Sensores IoT, controle via web, automação Wi-Fi.
9. Especificações técnicas
Entender a sopa de letrinhas ajuda na decisão. SoC (System on Chip) é o cérebro. Pi 5 usa BCM2712 (muito rápido), Pi 4 usa BCM2711. A litografia (nm) influencia o aquecimento; chips mais modernos são mais eficientes.
A velocidade da Ethernet importa se você vai transferir muitos arquivos. Gigabit (Pi 4/5) é 10x mais rápido que Fast Ethernet (Pi 3). O Wi-Fi AC (5GHz) do Pi 4/5 é muito melhor para streaming do que o Wi-Fi N (2.4GHz) dos modelos antigos.
GPIO (General Purpose Input/Output) são os pinos metálicos. Eles permitem comunicação I2C, SPI e UART com sensores. A quantidade e posição são padronizadas (40 pinos) na maioria dos modelos B e Zero.
| Componente | Detalhe Pi 5 | Detalhe Pi 4 |
|---|---|---|
| CPU | 2.4GHz A76 | 1.5GHz A72 |
| GPU | VideoCore VII | VideoCore VI |
| Ethernet | Gigabit Real | Gigabit Real |
| USB | 3.0 (rápido) | 3.0 (rápido) |
| PCIe | Sim (2.0 x1) | Não |
10. Custo vs Benefício
O preço das placas flutua com a disponibilidade de chips. Às vezes, um kit Pi 4 custa quase o mesmo que um Pi 5 pelado. Avalie o “custo total de propriedade”: placa + fonte + cabos + refrigeração. O Pi 5 exige acessórios mais caros.
Para aprender e brincar, o custo-benefício da Pico é imbatível. Por menos de R$60, você entra no mundo maker. Para computação geral, o Pi 4 de 4GB costuma ser o ponto ideal de valor, entregando 80% da experiência do Pi 5 por um preço menor e exigindo menos refrigeração.
Considere o mercado de usados para Pi 3. Muitas vezes você encontra placas antigas muito baratas que servem perfeitamente para projetos simples como Pi-hole, onde a potência extra das novas gerações ficaria ociosa.
Perguntas frequentes sobre as melhores placas Raspberry Pi em 2026
1. O Raspberry Pi substitui um PC desktop comum?
Depende do uso. O Raspberry Pi 4 e 5 conseguem substituir um PC para navegação web básica, edição de textos (LibreOffice), programação e consumo de mídia (YouTube). Porém, não rodam jogos de PC pesados nem programas x86 nativos do Windows (como Photoshop completo) sem emulação complexa. Para estudantes e uso leve de escritório, funcionam muito bem.
2. Preciso saber programar para usar um Raspberry Pi?
Não necessariamente. Existem muitos sistemas operacionais prontos para uso. Por exemplo, para criar um videogame retrô, basta gravar a imagem do Retropie no cartão e configurar os controles. Para usar como PC, o Raspberry Pi OS tem interface gráfica similar ao Windows. A programação é um diferencial para criar projetos customizados, mas não um requisito para uso básico.
3. Qual a melhor placa para emulação de jogos?
Para consoles até a era 16-bits (SNES, Mega Drive) e PS1, o Raspberry Pi 3 B é suficiente. Para N64, Dreamcast e PSP com boa performance, o Raspberry Pi 4 é o recomendado. O Raspberry Pi 5 é a melhor escolha se você quer tentar rodar GameCube, Wii e PS2, embora a emulação desses sistemas ainda esteja em evolução e não seja perfeita.
4. O Raspberry Pi 5 precisa mesmo de cooler?
Sim, é altamente recomendado. O processador do Pi 5 é muito potente e gera bastante calor. Sem refrigeração ativa (ventoinha), ele entrará em “thermal throttling” (redução de velocidade) rapidamente sob carga para não queimar. O cooler oficial é silencioso e eficiente, sendo um investimento quase obrigatório para essa placa.
5. Posso usar carregador de celular para ligar o Pi?
Para o Pi 3 e Zero, um carregador de boa qualidade (5V 2.5A) costuma funcionar. Para o Pi 4 e 5, não é recomendado. Eles exigem tensão e corrente muito estáveis (5V 3A para o Pi 4 e 5V 5A para o Pi 5). Carregadores de celular negociam voltagem de forma diferente e muitas vezes causam instabilidade, reinícios ou baixa performance na placa.
6. Qual a diferença entre Raspberry Pi Pico e Arduino?
Ambos são microcontroladores, mas o Pico é muito mais poderoso (dual core, mais memória, clock mais alto) e barato que um Arduino Uno oficial. O Arduino tem a vantagem de operar em 5V (padrão de muitos sensores antigos) e ter uma comunidade com décadas de bibliotecas prontas. A Pico opera em 3.3V e é mais moderna, sendo melhor para projetos que exigem mais processamento.
7. O que é um HAT para Raspberry Pi?
HAT significa “Hardware Attached on Top”. São placas de expansão que se encaixam perfeitamente nos pinos GPIO do Raspberry Pi. Existem HATs para tudo: áudio de alta qualidade (DAC), controle de motores, telas touch, receptores de TV, GPS e até adaptadores para SSD NVMe. Eles simplificam a conexão de hardware sem precisar de muitos fios soltos.
8. Como ligo e desligo o Raspberry Pi corretamente?
O Raspberry Pi 5 possui um botão de liga/desliga integrado. Nos modelos anteriores (4, 3, Zero), não há botão; ele liga ao conectar na tomada. Para desligar, você deve sempre usar a opção “Shutdown” no sistema operacional antes de puxar o cabo, para evitar corromper o cartão SD. Fontes com interruptor ou cabos com botão ajudam na praticidade.
9. Vale a pena comprar o modelo de 8GB de RAM?
Para a maioria dos usuários domésticos, 4GB é o suficiente. O modelo de 8GB vale a pena se você pretende usar a placa como desktop principal (com muitas abas abertas), rodar máquinas virtuais, compilar softwares grandes ou usar como servidor de banco de dados. Para emulação de jogos retrô e media center, a diferença de performance entre 4GB e 8GB é mínima.
10. Posso instalar Windows no Raspberry Pi?
Oficialmente, o Raspberry Pi não suporta o Windows 10/11 padrão (x86). Existe uma versão “Windows on ARM” que pode ser instalada (projeto WoR), e roda relativamente bem no Pi 4 e 5 para tarefas leves. No entanto, é uma experiência experimental, sem aceleração de GPU completa e com compatibilidade limitada de softwares. O Linux continua sendo a melhor opção.





