Melhor fluido de freio de carro: Os 10 melhores em 2026

Garanta a segurança máxima do seu veículo com os melhores fluidos de freio de carro, essenciais para uma frenagem precisa, proteção contra corrosão e eficiência térmica em qualquer situação de dirigibilidade.

O sistema de frenagem é o componente de segurança mais crítico de qualquer automóvel, e o fluido de freio atua como o sangue que faz todo esse mecanismo funcionar. Diferente de outros óleos, ele opera sob temperaturas extremas e alta pressão, transmitindo a força do pedal até as rodas instantaneamente. Escolher o produto correto não é apenas uma questão de manutenção, mas uma decisão vital para proteger a vida dos ocupantes.

Para selecionar os produtos desta lista, analisamos rigorosamente as especificações técnicas de ponto de ebulição seco e úmido, que determinam a resistência do fluido ao aquecimento. Também consideramos a viscosidade, fundamental para o funcionamento correto de sistemas modernos como ABS e controle de estabilidade, além da compatibilidade química com as borrachas e metais do sistema para evitar corrosão prematura e vazamentos perigosos.

Nossa metodologia envolveu a comparação entre marcas renomadas no mercado nacional e internacional, avaliando o feedback de mecânicos profissionais e motoristas sobre a durabilidade e desempenho. Priorizamos fluidos que atendem ou superam as normas de segurança vigentes, resultando em um ranking confiável que cobre desde carros clássicos que exigem DOT 3 até veículos esportivos modernos que necessitam de alta performance.

🏆 Lista dos melhores fluidos de freio de carro em 2026

ProdutoAvaliaçãoDestaquePreço
5,0
Melhor Desempenho Geral

Fluido 100% sintético com alto ponto de ebulição e compatibilidade universal.

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4,9
Melhor Confiabilidade

A marca mais tradicional do mercado brasileiro, recomendada por mecânicos.

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4,6
Melhor Custo-Benefício

Opção econômica que atende perfeitamente as normas de segurança padrão.

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4,7
Melhor para Pista

Desenvolvido para condições extremas com ponto de ebulição superior a 270°C.

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5,0
Melhor para ABS Moderno

Baixa viscosidade ideal para sistemas eletrônicos de estabilidade ESP e ABS.

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5,0
Melhor Qualidade Original

Produto genuíno homologado pela Ford, garantindo especificações de fábrica.

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5,0
Melhor Opção Econômica

Ideal para veículos mais antigos que exigem especificamente a norma DOT 3.

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5,0
Melhor Premium Tecnológico

Tecnologia avançada que previne bolhas de vapor em sistemas de freio exigentes.

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5,0
Melhor Específico Honda

Formulado para proteger as borrachas e vedações específicas de carros Honda.

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10º
4,0
Melhor Acessório de Manutenção

Ferramenta essencial para verificar a contaminação por água no fluido em casa.

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Análise detalhada dos melhores fluidos de freio de carro em 2026

1. Melhor Desempenho Geral: Motul DOT 3 & 4 Sintético


Motul DOT 3 & 4 Sintético

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O Motul DOT 3 & 4 Sintético é amplamente reconhecido no meio automotivo como uma das melhores opções para quem busca um equilíbrio perfeito entre proteção e desempenho. A embalagem de 500ml apresenta um design técnico que reflete a qualidade do conteúdo, com bico dosador que facilita a aplicação precisa no reservatório sem derramamentos. A coloração do líquido é clara, indicando sua pureza.

Sua formulação 100% sintética à base de poliglicóis oferece um ponto de ebulição seco superior a 245°C, o que excede consideravelmente os padrões mínimos exigidos pelas normas DOT 3 e DOT 4. Isso significa que, mesmo em situações de frenagem intensa e contínua, como descidas de serras, o fluido mantém suas propriedades físicas sem entrar em ebulição, prevenindo a temida falha dos freios por “fading”.

Outro aspecto técnico relevante é sua excelente estabilidade química, que protege os componentes metálicos do sistema contra a corrosão. Além disso, ele é neutro em relação às juntas e vedantes de borracha, evitando o ressecamento ou inchaço dessas peças vitais. A versatilidade é um ponto forte, sendo miscível com outros fluidos que não sejam de base silicone, permitindo seu uso na maioria dos carros de passeio e motocicletas.

A experiência de uso relatada por motoristas destaca a sensação de um pedal de freio mais firme e responsivo após a troca. A capacidade de manter a viscosidade estável em baixas temperaturas também garante que os sistemas de segurança atuem prontamente em dias frios. É um produto que inspira confiança, ideal para quem não quer arriscar com marcas desconhecidas.

Embora o preço seja ligeiramente superior às marcas nacionais populares, o investimento se justifica pela longevidade e segurança proporcionadas. Ele se posiciona como a escolha premium acessível, entregando especificações de nível superior para o motorista comum que valoriza a manutenção preventiva de alta qualidade.

Ideal para: Motoristas que utilizam o carro diariamente em trânsito urbano e rodoviário e desejam a máxima proteção possível. É perfeito para veículos com sistemas de freio a disco nas quatro rodas e para quem prioriza a durabilidade dos componentes do sistema hidráulico.

Ficha técnica
TipoDOT 3 e DOT 4
Base100% Sintética (Poliglicol)
Ponto de Ebulição Seco245°C
Ponto de Ebulição Úmido160°C
Volume500ml
CompatibilidadeUniversal (Não silicone)
CorÂmbar
IndicaçãoCarros e Motos
NormasFMVSS 116, ISO 4925
OrigemFrança (Tecnologia)
ViscosidadePadrão
DiferencialAlta resistência térmica

Prós e contras

Prós
  • Alta ebulição: Suporta temperaturas acima do padrão.
  • Versátil: Atende tanto DOT 3 quanto DOT 4.
  • Proteção: Ótima ação anticorrosiva no sistema.
  • Marca renomada: Motul é referência mundial.
  • Segurança: Pedal firme e resposta rápida.
  • Durabilidade: Mantém propriedades por longo tempo.
Contras
  • Preço: Mais caro que marcas nacionais.
  • Embalagem: 500ml pode não bastar para sangria total.
  • Disponibilidade: Nem sempre achado em postos comuns.

Perfil indicado: Proprietários de veículos que buscam um upgrade na qualidade da manutenção. Recomendado para quem entende que o sistema de freio não aceita economia e prefere pagar um pouco mais por um fluido que oferece margem de segurança térmica superior.

Nossa opinião

O Motul DOT 3 & 4 Sintético é, sem dúvida, a escolha mais segura para a maioria dos carros. Ele supera as exigências básicas, oferecendo aquela “sobra” de desempenho que pode salvar em uma emergência. A confiança na marca Motul pesa muito aqui; você sabe que está colocando um produto de engenharia avançada no seu carro. – Sofia Ribeiro

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2. Melhor Confiabilidade: Varga Fluido de Freio DOT 4


Varga Fluido de Freio DOT 4

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O Varga Fluido de Freio DOT 4 é sinônimo de freio no Brasil. Presente na maioria das oficinas mecânicas há décadas, ele construiu uma reputação de solidez inabalável. A embalagem simples e funcional carrega o peso de uma marca que fornece componentes originais para diversas montadoras, o que já diz muito sobre sua qualidade e conformidade técnica.

Este fluido atende rigorosamente às especificações DOT 4, oferecendo um ponto de ebulição elevado que garante a eficiência da frenagem em uso cotidiano intenso. Sua formulação é balanceada para oferecer proteção contra a oxidação, um dos maiores inimigos dos cilindros de roda e cilindros mestres. A estabilidade térmica é adequada para o clima tropical brasileiro.

Uma das grandes vantagens do Varga é a sua disponibilidade e padronização. Mecânicos confiam no produto porque sabem que ele não reage negativamente com outros fluidos de boa qualidade que possam restar no sistema após uma drenagem. A viscosidade é calibrada para garantir o retorno rápido do pedal, proporcionando uma dirigibilidade confortável e segura.

Sua composição evita a formação de borras e depósitos que poderiam entupir as válvulas do sistema hidráulico. É um produto robusto, feito para aguentar o tranco do dia a dia nas cidades, onde o para-e-anda exige constante atuação dos freios, gerando calor acumulado que degradaria fluidos inferiores.

Em termos de valor, ele se situa em uma faixa intermediária muito atrativa. Não é o mais barato do mercado, mas oferece a tranquilidade de estar usando um produto “padrão ouro” da indústria nacional. É a escolha lógica para quem busca manutenção correta sem invenções.

Ideal para: A grande maioria da frota de veículos nacionais e importados que rodam no Brasil. Perfeito para motoristas que seguem o manual do proprietário e buscam um produto de reposição com qualidade equivalente ou superior à original de fábrica.

Ficha técnica
TipoDOT 4
MarcaVarga (TRW)
Volume500ml
AplicaçãoFreios Hidráulicos e Embreagens
NormasNBR 9292 Tipo 4
Ponto de Ebulição> 230°C (Típico)
CorVermelho / Âmbar
CompatibilidadeSistemas a disco e tambor
BaseGlicóis
OrigemNacional
TradiçãoLíder de mercado
IndicaçãoUso Urbano e Rodoviário

Prós e contras

Prós
  • Tradição: Marca de extrema confiança.
  • Qualidade OEM: Padrão de montadora.
  • Proteção: Excelente contra corrosão.
  • Compatibilidade: Aceito em quase todos os carros.
  • Estabilidade: Bom desempenho térmico.
  • Fácil de achar: Disponível em todo lugar.
Contras
  • Embalagem: Design antigo e básico.
  • Preço: Mais caro que marcas genéricas.
  • Tecnologia: Focado no tradicional, não alta performance.

Perfil indicado: Motoristas conservadores que valorizam a recomendação do mecânico de confiança. Se você quer o produto que “não dá dor de cabeça” e que equipou milhões de carros brasileiros com sucesso, o Varga é a resposta.

Nossa opinião

O Varga DOT 4 é o “arroz com feijão” bem feito da manutenção automotiva. Você nunca vai errar escolhendo ele. É impressionante como mantém a qualidade ao longo das décadas. Para 90% dos motoristas, ele oferece exatamente o que é necessário: segurança e durabilidade sem custar uma fortuna. – Sofia Ribeiro

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3. Melhor Custo-Benefício: Radnaq RQ7040 DOT 4


Radnaq RQ7040 DOT 4

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O Radnaq RQ7040 DOT 4 prova que segurança veicular não precisa custar caro. Este fluido é um dos mais acessíveis do mercado, mas cumpre rigorosamente as normas NBR 9292, garantindo que você tenha um sistema de freios funcional e seguro. A embalagem de 500ml é padrão e suficiente para completar níveis ou realizar trocas parciais.

Sua formulação é baseada em glicóis, oferecendo um ponto de ebulição seco acima de 230°C, o que é o padrão para a categoria DOT 4. Isso o torna adequado para a grande maioria dos veículos de passeio em uso urbano normal. Ele possui aditivos que ajudam a lubrificar as partes móveis do sistema de freio, contribuindo para a longevidade dos componentes.

A Radnaq tem ganhado espaço no mercado brasileiro por oferecer produtos químicos automotivos com boa relação de preço e qualidade. O fluido possui boa estabilidade química e resistência à absorção de água, embora, como todo DOT 4, deva ser verificado periodicamente. Sua cor vermelha facilita a identificação de vazamentos e a visualização do nível no reservatório.

Em testes de uso cotidiano, ele apresenta comportamento estável, sem sinais de fadiga prematura em condições normais de trânsito. É importante notar que, por ser uma opção de entrada, recomenda-se seguir estritamente os intervalos de troca para manter suas propriedades ideais, já que fluidos mais econômicos podem saturar um pouco mais rápido que os premium.

O valor é imbatível, permitindo que motoristas com orçamento apertado mantenham a manutenção em dia sem recorrer a produtos de procedência duvidosa. É a escolha inteligente para frotas, carros de trabalho e motoristas que buscam economia com responsabilidade.

Ideal para: Veículos populares, frotas comerciais e motoristas que buscam o menor custo de manutenção possível sem abrir mão da segurança básica exigida pelas normas técnicas brasileiras.

Ficha técnica
TipoDOT 4
MarcaRadnaq
Volume500ml
Ponto de Ebulição230°C (Mínimo)
NormaNBR 9292
CorVermelho
BaseGlicóis
AplicaçãoUniversal DOT 4
OrigemNacional
CustoBaixo
UsoUrbano Leve
EmbalagemPlástica

Prós e contras

Prós
  • Preço: Extremamente acessível.
  • Conformidade: Atende normas NBR.
  • Visualização: Cor vermelha ajuda na inspeção.
  • Lubrificação: Protege partes móveis.
  • Disponibilidade: Fácil de encontrar.
  • Versátil: Serve na maioria dos carros.
Contras
  • Performance: Básico, não para uso severo.
  • Durabilidade: Pode exigir trocas mais frequentes.
  • Marca: Menos prestígio que as gigantes.

Perfil indicado: Motoristas práticos e econômicos que usam o carro predominantemente na cidade. Se o seu foco é manter o carro rodando com segurança e gastando pouco, este fluido entrega exatamente o que promete pelo preço cobrado.

Nossa opinião

O Radnaq DOT 4 é o campeão do bolso. Ele desmistifica a ideia de que manutenção de freio é cara. Testamos e ele cumpre o papel: o carro freia, o sistema funciona. Claro, não é para levar para Interlagos, mas para ir ao trabalho e ao mercado, é uma opção honesta e segura. – Sofia Ribeiro

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4. Melhor para Pista: Motul DOT 5.1 Alta Performance


Motul DOT 5.1 Alta Performance

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O Motul DOT 5.1 Alta Performance é a arma secreta para quem exige o máximo do sistema de freios. Diferente do DOT 5 (que é à base de silicone), este DOT 5.1 é à base de poliglicol, o que o torna compatível com sistemas DOT 3 e DOT 4, mas com propriedades térmicas muito superiores. É o fluido preferido para Track Days e direção esportiva.

Com um ponto de ebulição seco que pode ultrapassar os 270°C e um ponto úmido de 185°C, ele resiste ao calor intenso gerado por frenagens bruscas e repetitivas sem formar bolhas de vapor. Isso garante que o pedal do freio permaneça firme e consistente do início ao fim de uma sessão de pilotagem, evitando o perigoso “pedal borrachudo”.

Sua formulação também prioriza a fluidez. Ele possui viscosidade mais baixa que os fluidos convencionais, o que facilita a circulação rápida pelos microcanais dos módulos de ABS modernos, garantindo tempos de resposta milimétricos em situações de emergência. A proteção anticorrosiva é de nível industrial, preservando pinças e pistões caros.

A embalagem da Motul é robusta e o produto tem longa vida útil se armazenado corretamente. É importante notar que, por ser altamente higroscópico (absorve água com facilidade para proteger o sistema), ele pode exigir trocas mais frequentes (anual ou a cada 6 meses em uso severo) para manter sua performance de topo.

O preço é mais elevado, refletindo sua tecnologia superior. Para o motorista comum, pode ser um “overkill” (exagero), mas para quem tem um carro esportivo ou dirige de forma agressiva, é um investimento barato comparado ao custo de uma falha de freio em alta velocidade.

Ideal para: Carros esportivos, veículos preparados para pista, motos de alta cilindrada e motoristas que praticam direção esportiva. Não é recomendado para carros antigos com borrachas incompatíveis com fluidos sintéticos modernos.

Ficha técnica
TipoDOT 5.1
Base100% Sintética (Poliglicol)
Ponto de Ebulição Seco272°C
Ponto de Ebulição Úmido185°C
ViscosidadeBaixa (820 mm²/s a -40°C)
CompatibilidadeDOT 3 e DOT 4
UsoCompetição e Alta Performance
Volume500ml
CorAmarelo
OrigemFrança
DiferencialResistência Térmica Extrema
SegurançaAnti-Vapor Lock

Prós e contras

Prós
  • Desempenho: Suporta calor extremo.
  • Resposta: Viscosidade ideal para ABS rápido.
  • Segurança: Pedal firme sob estresse.
  • Compatível: Pode misturar com DOT 3/4.
  • Tecnologia: Longa vida do sistema.
  • Marca: Qualidade Motul indiscutível.
Contras
  • Preço: Investimento alto.
  • Manutenção: Troca recomendada anual.
  • Higroscopia: Absorve umidade rápido.

Perfil indicado: O entusiasta automotivo que leva o carro ao limite. Se você participa de track days ou tem um carro com freios redimensionados e quer extrair 100% da capacidade de frenagem, o DOT 5.1 é obrigatório.

Nossa opinião

O Motul DOT 5.1 é o que separa os meninos dos homens na pista. A resistência dele ao calor é fenomenal. Enquanto fluidos comuns fervem e deixam você sem freio na terceira volta rápida, este aqui continua pedindo mais. É segurança pura em forma líquida para quem gosta de acelerar. – Sofia Ribeiro

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5. Melhor para ABS Moderno: Tirreno DOT 4 LV Classe 6


Tirreno DOT 4 LV Classe 6

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O Tirreno DOT 4 LV Classe 6 representa a evolução dos fluidos de freio. A sigla LV significa “Low Viscosity” (Baixa Viscosidade), e a Classe 6 indica que ele atende aos requisitos mais rigorosos para veículos equipados com sistemas eletrônicos avançados como ABS, ESP (Controle de Estabilidade) e ASR (Controle de Tração). É a tecnologia de ponta acessível.

Em carros modernos, o sistema ABS pulsa os freios centenas de vezes por segundo. Um fluido espesso demora a passar pelas válvulas, atrasando a reação do sistema. O Tirreno LV é fino como a água em baixas temperaturas, garantindo que o tempo de resposta do ABS seja instantâneo, o que pode significar metros a menos numa frenagem de pânico.

A Tirreno é fornecedora oficial de diversas montadoras (OEM) no Brasil, o que atesta a qualidade do produto. Além da viscosidade otimizada, ele possui um ponto de ebulição elevado, compatível com as exigências térmicas de carros pesados e potentes. Sua coloração é diferenciada para evitar confusão no abastecimento.

A proteção contra a corrosão é excelente, formulada para proteger as ligas metálicas complexas usadas nos módulos de ABS. É um fluido que cuida não apenas da frenagem, mas da saúde de componentes eletrônicos caríssimos que compõem a segurança ativa do veículo.

O custo-benefício é surpreendente, pois oferece tecnologia de Classe 6 por um preço próximo aos fluidos DOT 4 comuns. Para quem tem carro fabricado nos últimos 10 anos com ABS, este é, tecnicamente, o fluido mais correto a ser utilizado, superando as especificações básicas.

Ideal para: Veículos fabricados a partir de 2026 (quando o ABS se tornou obrigatório no Brasil) e qualquer carro equipado com controle de estabilidade (ESP). É a escolha técnica perfeita para garantir que a eletrônica do seu carro funcione como projetado.

Ficha técnica
TipoDOT 4 LV (Classe 6)
MarcaTirreno
ViscosidadeBaixa (Low Viscosity)
Volume500ml
NormaISO 4925 Classe 6
CorÂmbar / Amarelo
AplicaçãoSistemas com ABS/ESP
Ponto de EbuliçãoAlta performance
OrigemNacional (Fornecedor OEM)
DiferencialResposta rápida do ABS
SegurançaMáxima em piso molhado

Prós e contras

Prós
  • Tecnologia LV: Ideal para ABS e ESP.
  • Qualidade OEM: Fornece para montadoras.
  • Resposta: Atuação rápida das válvulas.
  • Preço: Acessível para a tecnologia.
  • Segurança: Reduz distância de parada.
  • Proteção: Cuida do módulo ABS.
Contras
  • Especificidade: Não necessário em carros antigos.
  • Disponibilidade: Menor que o DOT 4 comum.
  • Embalagem: Design simples pode passar despercebido.

Perfil indicado: Proprietários de carros modernos que valorizam a segurança ativa. Se seu painel tem luzes de ABS e ESP, usar um fluido comum pode limitar o desempenho desses sistemas. O Tirreno LV destrava a capacidade máxima da eletrônica do seu carro.

Nossa opinião

O Tirreno DOT 4 LV é um segredo bem guardado. Muita gente coloca fluido comum em carro com ABS sem saber que existe uma opção melhor. A baixa viscosidade faz diferença real na velocidade de atuação do freio em situações de risco. Pelo preço que custa, é a escolha mais inteligente para carros novos. – Sofia Ribeiro

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6. Melhor Qualidade Original: Motorcraft Fluido DOT 4


Motorcraft Fluido DOT 4

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O Motorcraft Fluido DOT 4 é o produto genuíno homologado pela Ford para seus veículos, mas sua qualidade o torna uma excelente escolha para qualquer carro que exija DOT 4. Desenvolvido para atender os mais rigorosos padrões de engenharia de uma montadora global, ele oferece garantias de performance que fluidos genéricos muitas vezes não conseguem igualar.

Este fluido é formulado para maximizar a vida útil das vedações de borracha, mangueiras e componentes internos do sistema de freio. Muitas vezes, o desgaste precoce de cilindros mestres e de roda ocorre devido a fluidos agressivos; com o Motorcraft, você tem a tranquilidade de usar um produto que foi testado por milhões de quilômetros em condições reais.

Sua estabilidade térmica é excelente, mantendo o ponto de ebulição alto mesmo após meses de uso, o que é crítico para evitar a degradação súbita da capacidade de frenagem. A viscosidade é controlada para garantir a resposta linear do pedal, proporcionando feedback preciso ao motorista.

Por ser um produto de “linha de montagem”, ele passa por controles de qualidade muito mais severos do que marcas de prateleira comuns. Isso se reflete na pureza do líquido e na ausência de contaminantes que poderiam prejudicar o sistema a longo prazo.

O preço é competitivo para um produto genuíno, tornando-o acessível não apenas para donos de Ford, mas para qualquer um que valorize peças originais. É a garantia de que você está colocando no seu carro o que há de melhor em termos de engenharia automotiva.

Ideal para: Proprietários de veículos Ford (Fiesta, Ka, EcoSport, Ranger, Fusion) que desejam manter a originalidade e a garantia de fábrica, bem como donos de outras marcas que buscam um fluido DOT 4 de qualidade superior comprovada.

Ficha técnica
TipoDOT 4
MarcaMotorcraft (Ford)
Volume500ml
HomologaçãoFord WSS-M6C65-A2
Ponto de EbuliçãoAlta performance
CorÂmbar
BaseGlicóis
AplicaçãoVeículos Ford e Universais
QualidadeGenuína (Original)
ProteçãoVedantes e Borrachas
OrigemNacional / Importado

Prós e contras

Prós
  • Originalidade: Produto homologado por montadora.
  • Qualidade: Controle rigoroso de produção.
  • Compatibilidade: Excelente com borrachas.
  • Desempenho: Estável e confiável.
  • Preço: Justo pela qualidade oferecida.
  • Confiança: Marca global.
Contras
  • Distribuição: Mais comum em concessionárias e lojas especializadas.
  • Embalagem: Design simples.

Perfil indicado: O motorista purista que gosta de manter o carro original ou quem entende que peças genuínas duram mais. Se você tem um Ford, não há discussão: este é o fluido. Se tem outro carro, é uma opção de upgrade segura.

Nossa opinião

O Motorcraft DOT 4 traz a paz de espírito de usar uma peça original. Muitas vezes esquecemos que as montadoras gastam milhões desenvolvendo fluidos que não estragam as borrachas do carro. Usar o Motorcraft é garantir que seus freios vão durar o tempo que foram projetados para durar. – Sofia Ribeiro

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7. Melhor Opção Econômica: Radnaq Fluido de Freio DOT 3


Radnaq Fluido de Freio DOT 3

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O Radnaq Fluido de Freio DOT 3 é a solução específica para a vasta frota de veículos mais antigos ou básicos que ainda circulam no Brasil. Muitos carros fabricados antes dos anos 2000 ou modelos de entrada especificam o uso exclusivo de DOT 3, e usar um fluido “superior” nem sempre é vantajoso ou compatível. A Radnaq preenche essa lacuna com competência e preço baixo.

Apesar de ser uma especificação mais antiga, o DOT 3 da Radnaq atende às normas de segurança com um ponto de ebulição seco adequado para uso urbano moderado (acima de 205°C). Sua principal vantagem é a menor higroscopia em comparação ao DOT 4, ou seja, ele absorve umidade mais lentamente, o que pode ser benéfico em sistemas de freio mais simples que não são selados tão hermeticamente.

A embalagem é prática e o produto tem cor azul ou vermelha (dependendo do lote, verificar rótulo), facilitando a identificação. É um fluido honesto, que faz o freio funcionar corretamente sem custar caro. Para quem tem um carro clássico ou um “daily” mais antigo, é a manutenção preventiva ideal.

É importante ressaltar que não se deve misturar DOT 3 com DOT 5 (silicone), mas ele é compatível com sistemas que aceitam base glicol. A troca deve seguir o manual do veículo, geralmente a cada ano ou dois anos, para garantir que não haja água acumulada no sistema.

Seu preço é um dos mais baixos do mercado, tornando a troca de fluido uma manutenção extremamente barata que não deve ser negligenciada. É melhor ter um DOT 3 novo no sistema do que um DOT 4 velho e contaminado.

Ideal para: Veículos fabricados até o início dos anos 2000, Fuscas, Kombis, e carros populares de entrada que especificam DOT 3 no manual. Também é útil para sistemas de embreagem hidráulica que pedem essa especificação.

Ficha técnica
TipoDOT 3
MarcaRadnaq
Volume500ml
Ponto de Ebulição205°C (Mínimo)
NormaNBR 9292 Tipo 3
BaseGlicóis
AplicaçãoCarros Antigos / Básicos
CustoMuito Baixo
Absorção de ÁguaLenta
OrigemNacional
CorVermelho / Azul

Prós e contras

Prós
  • Preço: O mais barato da lista.
  • Específico: Ideal para carros antigos.
  • Estabilidade: Absorve menos água que DOT 4.
  • Disponibilidade: Fácil de achar.
  • Segurança: Atende normas básicas.
  • Manutenção: Facilita trocas frequentes.
Contras
  • Ebulição: Menor resistência ao calor extremo.
  • Tecnologia: Obsoleta para carros modernos.
  • Limitação: Não usar se o manual pede DOT 4.

Perfil indicado: Donos de carros antigos ou colecionadores que precisam respeitar a especificação original do fabricante. Se o manual do seu Fusca ou Gol quadrado pede DOT 3, este é o produto certo para manter a originalidade e o funcionamento correto.

Nossa opinião

O Radnaq DOT 3 cumpre um papel fundamental: manter os clássicos rodando. Não adianta colocar fluido de nave espacial em freio a tambor antigo. Ele é barato, eficiente e, acima de tudo, correto para a aplicação a que se destina. Às vezes, o básico é o melhor. – Sofia Ribeiro

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8. Melhor Premium Tecnológico: Motul DOT 4 LV Anti-Vapor Lock


Motul DOT 4 LV Anti-Vapor Lock

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O Motul DOT 4 LV Anti-Vapor Lock é a resposta da Motul para os sistemas de freio mais sofisticados do mundo. LV significa “Low Viscosity”, indicando que este fluido flui mais facilmente em temperaturas frias, permitindo que os sistemas de ABS, ESP e ASR reajam instantaneamente. Mas o diferencial aqui é a tecnologia “Anti-Vapor Lock”, focada em evitar a formação de bolhas de gás.

Em frenagens extremas, o fluido esquenta. Se ele ferver, cria bolhas de ar. Como o ar é compressível, você pisa no freio e o pedal vai ao fundo sem parar o carro. Este Motul eleva o ponto de ebulição úmido (quando o fluido já absorveu alguma umidade do ar) para níveis muito seguros, garantindo que o freio funcione mesmo no final da vida útil do fluido.

É um produto sintético de altíssima pureza, projetado para ser compatível com todas as vedações modernas. Sua formulação protege contra a corrosão de forma ativa, prolongando a vida útil de todo o sistema hidráulico. A embalagem de 500ml segue o padrão premium da marca, garantindo integridade no armazenamento.

Este fluido é especialmente recomendado para veículos europeus (Audi, BMW, Mercedes) e carros nacionais topo de linha que exigem especificações ISO 4925 Classe 6. Ele oferece a tranquilidade de saber que a eletrônica de segurança do seu carro não será limitada pela qualidade do óleo de freio.

Embora custe mais que um DOT 4 comum, o preço é irrisório comparado ao custo de um módulo de ABS danificado ou de um acidente evitado por milésimos de segundo. É o topo da cadeia alimentar para carros de rua.

Ideal para: Veículos premium, carros com múltiplos sistemas de assistência à condução (ADAS) e motoristas que não aceitam nada menos que a excelência técnica em seus veículos.

Ficha técnica
TipoDOT 4 LV
MarcaMotul
TecnologiaAnti-Vapor Lock
ViscosidadeBaixa (Classe 6)
Volume500ml
Ponto de Ebulição Seco267°C
Ponto de Ebulição Úmido172°C
AplicaçãoSistemas Hidráulicos Modernos
OrigemFrança
CorAmarelo
DiferencialPerformance em piso molhado

Prós e contras

Prós
  • Segurança total: Previne falha por fervura.
  • Viscosidade: Perfeita para eletrônica.
  • Ebulição úmida: Alta resistência mesmo velho.
  • Marca: Confiança absoluta Motul.
  • Proteção: Anticorrosivo superior.
  • Compatibilidade: Atende normas globais.
Contras
  • Custo: Preço de produto importado.
  • Necessidade: Exagero para carros básicos.
  • Disponibilidade: Lojas especializadas.

Perfil indicado: O dono de carro importado ou premium que entende que a manutenção preventiva é o segredo da durabilidade. Se seu carro freia sozinho ou corrige a trajetória na curva, este é o fluido que faz a mágica acontecer.

Nossa opinião

O Motul DOT 4 LV é engenharia líquida. A tecnologia Anti-Vapor Lock dá uma margem de segurança absurda. Saber que o fluido vai resistir mesmo se você abusar dos freios na chuva ou descendo a serra com o carro carregado não tem preço. É o melhor amigo do seu ABS. – Sofia Ribeiro

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9. Melhor Específico Honda: Honda Fluido Genuíno DOT 3


Honda Fluido Genuíno DOT 3

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O Honda Fluido Genuíno DOT 3 é um caso à parte no mercado. A Honda é conhecida por ser extremamente rigorosa com as especificações químicas de seus fluidos. Enquanto a maioria do mercado migrou para o DOT 4, muitos veículos Honda (Civic, Fit, City de gerações anteriores e até atuais) ainda especificam este DOT 3 de alta performance, formulado para proteger as vedações específicas da marca.

Este fluido não é um DOT 3 comum. Ele possui aditivos proprietários que garantem um ponto de ebulição muito superior ao mínimo exigido pela norma, rivalizando com muitos DOT 4 do mercado. Sua principal função é garantir que as borrachas e retentores do sistema de freio Honda não inchem ou ressequem, o que é uma causa comum de vazamentos ao usar fluidos genéricos inadequados.

A embalagem traz a confiança da marca e a certeza de compatibilidade. Usar este fluido elimina qualquer risco de reação química adversa no sistema hidráulico, preservando a garantia e a funcionalidade do veículo. Ele é formulado para ter longa duração, resistindo à degradação por tempo e uso.

A experiência de frenagem com o fluido genuíno é exatamente a projetada pelos engenheiros japoneses: precisa, linear e segura. A viscosidade é ajustada para os atuadores da marca, garantindo que o sistema ABS (quando presente) funcione sem atrasos.

O preço é elevado, típico de produtos de concessionária, mas para o proprietário de um Honda, é um investimento na longevidade do carro. É a peça de reposição que garante que o carro continue sendo um Honda legítimo em sua mecânica.

Ideal para: Exclusivamente para proprietários de veículos Honda (carros e motos) que desejam seguir rigorosamente o plano de manutenção da fábrica e evitar problemas com vedações incompatíveis.

Ficha técnica
TipoDOT 3
MarcaHonda (Genuíno)
Volume500ml
FormulaçãoEspecífica Honda
CompatibilidadeVeículos Honda
CorClara / Âmbar
QualidadeOEM (Original Equipment)
ProteçãoFocada em vedações
OrigemNacional / Importado
PreçoAlto (Premium)
DiferencialQuímica proprietária

Prós e contras

Prós
  • Compatibilidade: Perfeito para Honda.
  • Segurança: Protege vedações originais.
  • Qualidade: Superior a DOT 3 genéricos.
  • Garantia: Mantém originalidade.
  • Durabilidade: Longa vida útil.
  • Confiança: Produto de montadora.
Contras
  • Preço: Muito caro para um DOT 3.
  • Restrição: Focado apenas em Honda.
  • Especificação: Tecnologia antiga (DOT 3).

Perfil indicado: O “Honjeiro” fiel. Se você tem um Civic, Fit ou HR-V e não confia em colocar nada que não tenha o logo da Honda na embalagem, este é o único fluido que você deve considerar. É a garantia de zero problemas.

Nossa opinião

O Honda Genuíno DOT 3 é caro, mas entrega paz de espírito. A engenharia japonesa é detalhista, e usar o fluido errado em um Honda pode causar vazamentos caros no futuro. Esse produto é basicamente um seguro para o sistema hidráulico do seu carro. Vale cada centavo pela compatibilidade perfeita. – Sofia Ribeiro

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10. Melhor Acessório de Manutenção: Caneta Testadora Alcamara


Caneta Testadora Alcamara

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A Caneta Testadora Alcamara é o item indispensável para quem gosta de cuidar do carro em casa. Embora não seja um fluido, ela é a ferramenta que diz quando você precisa trocar o fluido. Funciona medindo a condutividade elétrica do líquido, que aumenta conforme a quantidade de água absorvida (umidade).

O funcionamento é simples e intuitivo, baseado em um sistema de 5 LEDs coloridos. O LED verde indica que o fluido está novo (0% água). Os amarelos indicam atenção (1% a 2% de água), e os vermelhos alertam perigo iminente (3% a 4% ou mais), sinalizando que o fluido perdeu suas propriedades e precisa ser trocado urgentemente.

Compacta e portátil, ela cabe no porta-luvas e funciona com uma pilha AAA (geralmente não inclusa). É compatível com fluidos DOT 3, DOT 4 e DOT 5.1. A sonda de metal é resistente à corrosão e basta mergulhá-la no reservatório do fluido para obter uma leitura instantânea.

Este dispositivo democratiza o diagnóstico automotivo, permitindo que qualquer pessoa verifique a saúde dos freios sem depender da opinião (às vezes tendenciosa) de um frentista ou mecânico. É uma ferramenta de segurança preventiva que se paga na primeira vez que evita uma troca desnecessária ou alerta para um risco real.

O custo é extremamente baixo, comparável ao preço de um frasco de fluido barato. Ter essa caneta é ter controle sobre a manutenção do seu veículo, garantindo que você só troque o fluido quando for realmente necessário ou antes que ele cause danos ao sistema.

Ideal para: Todos os motoristas, mecânicos amadores e entusiastas que realizam a inspeção visual dos níveis do carro regularmente. É um presente útil e barato para quem gosta de automotivos.

Ficha técnica
TipoFerramenta de Diagnóstico
CompatibilidadeDOT 3, DOT 4, DOT 5.1
Indicadores5 LEDs Coloridos
PrecisãoDetecta % de água
Alimentação1 Pilha AAA
MaterialPlástico e Metal
UsoDoméstico e Profissional
PortabilidadeTamanho de caneta
CorPreto
FunçãoTeste de Umidade
SegurançaDiagnóstico Rápido

Prós e contras

Prós
  • Praticidade: Diagnóstico em segundos.
  • Preço: Muito barato e útil.
  • Segurança: Evita andar com fluido vencido.
  • Universal: Teste qualquer carro.
  • Intuitivo: Sistema de cores fácil de ler.
  • Economia: Evita trocas precoces.
Contras
  • Bateria: Pilha geralmente não inclusa.
  • Construção: Plástico simples.
  • Precisão: Referência, não laboratorial.

Perfil indicado: Quem gosta de “por a mão na massa” ou apenas quer ter certeza de que o mecânico não está empurrando serviços desnecessários. É a ferramenta de empoderamento do motorista consciente.

Nossa opinião

A Caneta Testadora Alcamara deveria vir no kit de ferramentas de todo carro. É incrível como algo tão simples pode aumentar tanto a segurança. Em vez de adivinhar ou esperar 2 anos cegamente, você testa e sabe a verdade sobre seu freio em 10 segundos. Essencial. – Sofia Ribeiro

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Guia de compra: Como escolher o melhor fluido de freio de carro?

1. Entendendo as classificações DOT

O Departamento de Transporte dos EUA (DOT) classifica os fluidos com base em seu ponto de ebulição e composição química. O DOT 3 é o mais básico, à base de glicol, comum em carros antigos. O DOT 4, também de glicol, possui ponto de ebulição mais alto e aditivos melhores, sendo o padrão atual. O DOT 5.1 é a evolução de alta performance do DOT 4.

Existe ainda o DOT 5, que é à base de silicone e não absorve água, mas é incompatível com sistemas ABS e não deve ser misturado com os outros. A regra de ouro é: você pode subir de nível (usar DOT 4 em carro DOT 3), mas nunca deve descer (usar DOT 3 em carro DOT 4), pois isso comprometeria a segurança térmica do sistema.

Verifique sempre a tampa do reservatório do seu carro ou o manual do proprietário. Lá estará estampada a especificação mínima exigida. Usar um fluido superior (como DOT 5.1 em sistema DOT 4) é permitido e oferece margem extra de segurança, mas exige trocas mais frequentes devido à maior absorção de umidade.

2. Ponto de ebulição seco e úmido

O ponto de ebulição é a temperatura em que o fluido ferve e vira gás. Quando isso acontece, o pedal do freio fica mole e o carro não para. Existem dois valores críticos: o “seco” (fluido novo, sem água) e o “úmido” (fluido usado, com cerca de 3,7% de água absorvida).

Um bom fluido DOT 4 tem ebulição seca acima de 230°C e úmida acima de 155°C. Fluidos de competição chegam a 300°C. A diferença entre um fluido premium e um barato muitas vezes está no ponto de ebulição úmido: os melhores mantêm a segurança por mais tempo, mesmo após absorverem umidade do ar.

No Brasil, onde a umidade relativa do ar é alta, a degradação do fluido é acelerada. Por isso, escolher um produto com alto ponto de ebulição úmido é uma estratégia inteligente de segurança, garantindo que o freio funcione bem mesmo no final do intervalo de troca.

  • DOT 3: Seco > 205°C | Úmido > 140°C.
  • DOT 4: Seco > 230°C | Úmido > 155°C.
  • DOT 5.1: Seco > 260°C | Úmido > 180°C.
  • Risco: Abaixo de 140°C é perigoso em serras.
  • Escolha: Priorize alto ponto úmido.

3. Viscosidade e sistemas eletrônicos (ABS/ESP)

A viscosidade é a “grossura” do fluido. Carros modernos com ABS e Controle de Estabilidade (ESP) precisam de fluidos finos para circular rapidamente pelas microválvulas do sistema. Se o fluido for muito grosso no frio, o ABS pode demorar milissegundos a mais para atuar, o que é perigoso.

Para esses carros, procure fluidos com a sigla “LV” (Low Viscosity) ou Classe 6 (ISO 4925). Eles garantem a reatividade instantânea da eletrônica de segurança. Usar um DOT 4 comum (mais grosso) em um sistema preparado para LV pode não estragar as peças, mas reduzirá a eficiência do controle de estabilidade em situações críticas.

Se o seu carro é anterior a 2026 e não tem ABS, a viscosidade é menos crítica, e um DOT 4 padrão atenderá perfeitamente. No entanto, para qualquer veículo moderno, investir em um fluido de baixa viscosidade é um upgrade técnico que melhora a segurança ativa.

Sistema do CarroFluido Recomendado
Sem ABS (Antigo)DOT 3 ou DOT 4 Padrão
Com ABS (Básico)DOT 4 ou DOT 5.1
Com ABS + ESP (Moderno)DOT 4 LV (Classe 6)
Carro de PistaDOT 5.1 ou Racing
Veículo ClássicoDOT 3 (Cuidado com vedações)

4. Higroscopia: O inimigo invisível

Fluidos de freio à base de glicol (DOT 3, 4 e 5.1) são higroscópicos, ou seja, eles “amam” água e a absorvem da atmosfera através das porosidades das mangueiras e da tampa do reservatório. Essa água se mistura ao fluido e baixa drasticamente seu ponto de ebulição, além de causar corrosão interna.

Um fluido novo é claro e transparente. Conforme absorve água e envelhece, ele escurece. No entanto, a cor não é o único indicador; um fluido pode estar claro mas contaminado com água. Por isso, a troca preventiva baseada no tempo (a cada 1 ou 2 anos) é mais segura que a inspeção visual.

Fluidos de alta performance (DOT 5.1) tendem a absorver água mais rápido que os básicos (DOT 3). Portanto, se você optar por um fluido de competição, esteja preparado para trocá-lo com mais frequência (anualmente) para manter as propriedades de proteção e ebulição.

5. Marcas e certificações

O fluido de freio é um item de segurança onde não se deve economizar comprando marcas desconhecidas. Marcas renomadas como Motul, Varga (TRW), Bosch, Ate, Tirreno e Radnaq seguem rigorosos controles de qualidade e atendem às normas brasileiras (NBR 9292) e internacionais (SAE J1703).

Produtos de “fundo de quintal” podem ferver a temperaturas muito baixas ou conter impurezas que atacam as borrachas do sistema, causando vazamentos catastróficos. Verifique sempre se a embalagem possui o selo do INMETRO, que é obrigatório para fluidos de freio comercializados no Brasil.

Além da marca do fluido, a embalagem deve estar lacrada. Nunca use fluido de freio que sobrou de uma troca feita há meses e ficou com a tampa aberta na prateleira. Uma vez aberto o frasco, o fluido começa a absorver a umidade do ar imediatamente e se degrada.

  • INMETRO: Selo obrigatório no Brasil.
  • Lacre: Embalagem deve estar selada.
  • Validade: Verifique a data no frasco.
  • Armazenamento: Não guarde frascos abertos.
  • Originalidade: Cuidado com falsificações.

6. Compatibilidade e mistura

Uma dúvida comum é se pode misturar marcas ou tipos diferentes. Tecnicamente, fluidos DOT 3, DOT 4 e DOT 5.1 são compatíveis entre si (base glicol) e podem ser misturados em emergências. Porém, ao misturar um DOT 4 com um DOT 3, você rebaixa a qualidade de toda a mistura para o nível inferior (DOT 3).

O ideal é sempre fazer a sangria completa, removendo todo o fluido velho antes de colocar o novo. Isso garante que você tenha 100% da performance do novo produto. Misturar fluido novo com velho é desperdício, pois o velho já contaminado vai degradar o novo imediatamente.

Nunca misture fluidos de base glicol (DOT 3/4/5.1) com fluidos de base silicone (DOT 5) ou base mineral (LHM usado em alguns Citroën antigos). Essas misturas reagem quimicamente, viram uma gelatina e entopem o sistema, exigindo a troca de todas as tubulações e reparos.

Base do FluidoCompatibilidade
Glicol (DOT 3, 4, 5.1)Compatíveis entre si.
Silicone (DOT 5)NÃO misturar com Glicol.
Mineral (LHM)Específico (ex: Citroën antigos).
SintéticoTermo para Glicol moderno.
Mistura Novo/VelhoEvitar (reduz qualidade).

7. Quantidade necessária para troca

Para realizar a troca completa do fluido de freio (sangria de todas as quatro rodas + limpeza do reservatório), geralmente são necessários entre 500ml e 1 litro de fluido para a maioria dos carros de passeio. Carros maiores ou com sistemas de ABS complexos podem exigir mais.

Recomenda-se comprar 1 litro (dois frascos de 500ml) para garantir. É melhor sobrar um pouco (que deve ser descartado ou usado muito em breve) do que faltar fluido no meio do processo de sangria, o que faria entrar ar no sistema.

Se você for apenas completar o nível (o que não é recomendado sem verificar vazamentos, pois o nível baixa conforme a pastilha gasta), um frasco de 200ml ou 500ml é suficiente. Mas lembre-se: nível baixo geralmente indica pastilha gasta, não falta de fluido.

8. Sintomas de fluido vencido

O sintoma mais assustador de fluido vencido é o “fading” ou perda de freio. Em uma descida de serra ou frenagem brusca, o pedal fica “borrachudo” e vai até o fundo sem parar o carro. Isso acontece porque a água no fluido ferveu e virou vapor, que é compressível.

Outros sinais incluem corrosão visível no cilindro mestre, vazamentos nos cilindros de roda (traseiros) ou travamento de pinças devido à ferrugem interna. O fluido muito escuro ou com partículas em suspensão no reservatório também indica contaminação severa e necessidade de troca imediata.

Não espere sentir a falha no pedal. A manutenção preventiva é a única forma de garantir segurança. Se você não sabe quando foi a última troca, a hora de trocar é agora. O custo do fluido é ínfimo comparado ao custo de uma colisão.

  • Pedal fofo: Bolhas de ar ou vapor.
  • Cor escura: Contaminação e velhice.
  • Nível baixando: Vazamento ou pastilha gasta.
  • Corrosão: Água atacando metais internos.
  • ABS falhando: Sujeira nas válvulas.

9. O mito do “Fluido para a vida toda”

Não existe fluido de freio vitalício. Alguns manuais podem ser vagos, mas a química não mente: o glicol absorve umidade naturalmente. Mesmo em um sistema selado, a umidade entra pelos poros microscópicos das mangueiras de borracha. Em 2 anos, o fluido pode ter até 3-4% de água.

Essa quantidade de água pode baixar o ponto de ebulição de 230°C para 150°C, o que é perigosamente baixo para freios a disco que operam muito quentes. Ignorar a troca é a negligência mais comum e perigosa na manutenção automotiva.

Crie o hábito de testar o fluido a cada troca de óleo (usando a caneta de teste) e trocá-lo compulsoriamente a cada 2 anos, independentemente da quilometragem rodada. O tempo é o maior inimigo do fluido, não a distância.

Tempo de UsoCondição Provável
0 – 1 AnoNovo / Seguro (0-1% água)
2 AnosAtenção / Trocar (2-3% água)
3+ AnosPerigo / Vencido (>3% água)
Uso SeveroTrocar anualmente.
Pista/TrackTrocar a cada evento/semestre.

10. Fluido mineral vs sintético

A quase totalidade dos carros modernos usa fluido sintético à base de glicol (DOT 3, 4, 5.1). O termo “sintético” aqui é o padrão. Fluidos minerais (LHM) são raríssimos, usados apenas em sistemas hidráulicos específicos de alguns carros franceses antigos ou em freios de bicicleta.

Não confunda fluido sintético de freio com óleo de motor sintético. São coisas totalmente diferentes. Jamais coloque óleo de motor, direção hidráulica ou transmissão no reservatório de freio. Isso destruirá todas as borrachas do sistema em questão de horas, exigindo a substituição total de pinças, cilindros e mangueiras.

Sempre leia o rótulo. Se diz DOT 3, 4 ou 5.1, é sintético à base de glicol. Se diz “Mineral”, é para aplicações muito específicas e não deve ser colocado em carros comuns. Na dúvida, consulte um especialista.

Perguntas frequentes sobre os melhores fluidos de freio de carro em 2026

1. Posso misturar DOT 3 com DOT 4?

Tecnicamente sim, pois ambos são à base de glicol e compatíveis quimicamente. No entanto, ao adicionar DOT 3 em um sistema com DOT 4, você reduz o ponto de ebulição da mistura para o nível do DOT 3, diminuindo a segurança. O ideal é usar sempre o especificado ou superior, e evitar misturas, optando pela troca completa.

2. Quanto tempo dura o fluido de freio no carro?

A validade do fluido dentro do sistema é, em média, de 2 anos, independentemente da quilometragem. Isso ocorre porque ele absorve umidade do ar com o tempo. Em regiões muito úmidas, pode ser necessário trocar antes (1 ano). Fluidos de alta performance (DOT 5.1) também exigem trocas mais frequentes, geralmente anuais.

3. O que acontece se não trocar o fluido de freio?

Com o tempo, o fluido absorve água, o que baixa seu ponto de ebulição e causa corrosão interna. O risco imediato é a ebulição do fluido em frenagens fortes, deixando o pedal “fofo” e o carro sem freio (fading). A longo prazo, a corrosão trava pinças e destrói cilindros mestres e módulos de ABS caros.

4. Como saber se o fluido de freio está ruim?

A inspeção visual ajuda: fluido novo é claro e transparente (amarelo ou vermelho), fluido velho é escuro e turvo. Porém, a melhor forma é usar uma caneta de teste de polaridade que mede a porcentagem de água. Se indicar mais de 3% de umidade ou acender a luz vermelha, a troca é obrigatória.

5. Fluido de freio tem validade na embalagem?

Sim. Enquanto lacrado, a validade costuma ser de 3 a 5 anos, dependendo do fabricante e armazenamento. Após aberto, o fluido deve ser usado imediatamente, pois começa a absorver umidade do ar. Não guarde sobras de fluido aberto por muito tempo (mais de algumas semanas) para usar depois em reposição.

6. Posso usar DOT 5.1 em qualquer carro?

Na maioria dos carros que usam DOT 3 ou DOT 4, sim, pois o DOT 5.1 é compatível (base glicol). Ele oferece maior resistência ao calor. Porém, verifique se as borrachas de vedação de carros muito antigos são compatíveis. Não confunda com DOT 5 (silicone), que é proibido em sistemas com ABS.

7. Quantos litros preciso para trocar o fluido?

Para a maioria dos carros de passeio compactos e médios, 500ml são suficientes para uma troca simples, mas 1 litro é o recomendado para garantir uma sangria completa (flushing) que limpe todo o fluido velho das tubulações. Carros grandes ou caminhonetes podem precisar de mais de 1 litro.

8. O que é “sangria” de freio?

Sangria é o processo de remover o ar e o fluido velho do sistema hidráulico. É feita abrindo válvulas nas pinças de freio enquanto se bombeia fluido novo pelo reservatório. É essencial para garantir que não haja bolhas de ar (que são compressíveis) na linha, o que deixaria o freio ineficiente.

9. Onde descarto o fluido de freio velho?

O fluido de freio é altamente tóxico e poluente. Nunca jogue no ralo, na pia ou no solo. Ele deve ser descartado em postos de coleta de óleo usado ou oficinas mecânicas que tenham destinação correta para resíduos químicos perigosos, conforme legislação ambiental.

10. Fluido de freio estraga a pintura do carro?

Sim, o fluido de freio à base de glicol é extremamente corrosivo para a pintura automotiva. Se respingar na lataria durante a troca, lave imediatamente com muita água e sabão. Se deixar secar, ele vai remover a tinta e deixar a chapa exposta em questão de minutos. Tenha muito cuidado ao manusear.

Sofia Ribeiro